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Eleições 2026 Revisado por ULTRA AI

Presidenciáveis criticam emendas parlamentares, mas apostam em propostas genéricas, diz estudo

Estudo da Transparência Internacional Brasil aponta que candidatos reproduzem soluções genéricas, reclamam do volume de indicações, mas não tentaram solucionar

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Presidenciáveis criticam emendas parlamentares, mas apostam em propostas genéricas, diz estudo

Os planos de governo dos candidatos à Presidência da República apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) focam em propostas genéricas para as emendas parlamentares, que são alvos de investigação da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Lista completa

  • dar transparência integral às emendas.
  • identificar autoria, beneficiário final, objeto, custo e andamento físico.
  • integrar prioridades parlamentares ao planejamento nacional.
  • impedir que a fragmentação do orçamento inviabilize políticas estruturantes.

O levantamento indica ainda que, apesar das críticas ao sistema, os candidatos ao Palácio do Planalto pouco avançaram no modelo de definição de verbas do Orçamento enquanto ocuparam cargos públicos.

🔎As emendas parlamentares são um montante do Orçamento reservado para serem executados conforme a indicação dos congressistas para seus redutos eleitorais. Por meio delas, os deputados e senadores podem direcionar verbas para obras, compra de equipamentos, custeio de serviços e investimentos em estados e municípios de suas bases eleitorais.

A rastreabilidade e a transparência na indicação e execução das emendas parlamentares estão no centro de decisões do ministro do STF Flávio Dino, relator de uma ação sobre o tema.

Por ordem do Supremo e ainda de indicações do Tribunal de Contas da União (TCU), a PF analisa a destinação desses recursos reservados por mais de 90 parlamentares, diante das suspeitas de irregularidades.

A ONG Transparência Internacional Brasil comparou as propostas sobre o tema apresentadas pelos seis candidatos melhores colocados nas pesquisas. Os planos de governo são protocolados na Justiça Eleitoral junto com o registro de candidatura.

Lula fala em enfrentar uma “grave distorção” na elaboração do Orçamento e diz que as emendas “sequestraram” a peça orçamentária.

O presidente diz ainda que o volume de recursos indicados por parlamentares, que consomem cerca de um quinto do total disponível para o governo investir, dispersam a distribuição do montante e reduzem a eficiência, além de dificultar a renovação do Legislativo em todas as esferas.

Em 2022, Lula não mencionou o tema, mas durante a campanha criticou as emendas do relator, que ficaram conhecidas como “Orçamento Secreto” e acabaram vetadas pelo Supremo.

Caiado defende ainda pactuar com o Congresso critérios de planejamento, transparência, manutenção, custo total e resultado, com o objetivo de reduzir a pulverização e impedir que recursos “escassos sejam destinados a objetos sem capacidade de operação”.

Políticas públicas x interesses eleitorais.

O gerente do Núcleo de Incidência e Litigância Estratégica da Transparência Internacional Brasil afirma que as emendas deveriam atender a políticas públicas estruturais, mas acabam sendo guiadas pelos interesses eleitorais dos parlamentares, que pulverizam a aplicação do dinheiro.

Como resultado, a União acaba se envolvendo em questões locais, como a pavimentação de ruas, construção de quadras e praças e pagamento de funcionários de postos de saúde.

France diz que outro problema é que municípios que não necessariamente precisam de tantos recursos acabam recebendo os maiores volumes, o que aprofunda a desigualdade regional no Brasil.

Segundo ele, o tema aparece de forma superficial nos programa de governo porque os candidatos parecem não saber o que fazer com a questão.

France ressalta o fato de que nenhum candidato a Presidente promete acabar com as emendas parlamentares.

O especialista diz ainda que o aumento da fatia de recursos destinado a emendas parlamentares deveria estar atrelado a despesas obrigatórias da União e não à Receita Corrente Líquida, como atualmente.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink