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Economia Revisado por ULTRA AI

Volkswagen aposta em plano de reestruturação para enfrentar crise

Empresa fechou acordo com sindicatos para eliminar até 50 mil postos de trabalho

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

A Volkswagen conquistou o apoio de seus sindicatos para realizar a mais ampla reestruturação nos 89 anos de história da montadora alemã. Mas os maiores desafios para a empresa e seu CEO, Oliver Blume, ainda estão por vir.

  • Conselho da Volkswagen aprova reestruturação e pode demitir até 50 mil na Alemanha.
  • CEO da Volkswagen enfrenta batalha com acionistas e funcionários em meio a proposta de cortes.

Após surpreender os investidores nesta semana com um acordo para eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho, Blume precisa colocar seu plano em prática, reduzindo custos que, segundo suas estimativas, são 30% superiores aos dos concorrentes e cortando a capacidade de produção em mais de 500 mil veículos por ano.

O acordo trabalhista "dá algum fôlego à Volkswagen, mas, no fundo, o problema está apenas sendo adiado", afirmou Matthias Schmidt, analista do setor automobilístico na Alemanha.

A Volkswagen precisa enfrentar uma série de desafios, da crescente concorrência chinesa às tarifas dos Estados Unidos, que corroeram suas margens de lucro e ameaçaram sua sobrevivência.

O acordo alimentou a esperança de que a icônica empresa alemã —e, de modo mais amplo, o combalido setor industrial do país— possa superar esses obstáculos. Ao mesmo tempo, ressalta o sofrimento que empresas e funcionários provavelmente enfrentarão à medida que os negócios se tornarem mais enxutos e menos complexos.

As ações da Volkswagen subiram quase 6% na sexta-feira (4), o maior ganho diário em quase nove meses. Mesmo assim, a empresa perdeu cerca de um quarto de seu valor neste ano.

O plano elevaria para cerca de 100 mil o total de postos de trabalho eliminados até 2030, o equivalente a 15% da força de trabalho global da empresa. Também reduziria pela metade o número de modelos da Volkswagen e diminuiria a produção para 9 milhões de carros por ano, ante a meta de 12 milhões estabelecida antes da pandemia de COVID-19.

Muitos detalhes, incluindo o destino de quatro fábricas alemãs, ainda não foram definidos.

A empresa afirmou que essas unidades, localizadas em Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm, não têm um futuro claro após 2030. Ainda assim, pode haver maneiras de evitar o fechamento, possivelmente convertendo as fábricas para uso pela indústria de defesa, enquanto a Alemanha amplia seus gastos para conter a ameaça militar da Rússia.

Blume disse que já há negociações em andamento com empresas do setor. É improvável, porém, que essas medidas compensem o declínio da Volkswagen.

As pessoas se esquecem do tamanho da indústria automobilística", afirmou Harald Hendrikse, diretor administrativo do Citi Research. "A possibilidade de salvar todos esses empregos e toda essa capacidade com a indústria de defesa é zero.

Entre outras opções, estão vender no mercado europeu carros desenvolvidos na China ou compartilhar a capacidade de produção na Europa com parceiros chineses.

Depois de décadas de crescimento na China, o maior mercado automobilístico do mundo, as vendas da Volkswagen no país despencaram à medida que as empresas chinesas avançaram rapidamente na transição para os carros elétricos.

A companhia também enfrenta forte concorrência de rivais chinesas em seu mercado doméstico.

Nos Estados Unidos, o governo praticamente proibiu os carros fabricados por empresas chinesas por meio de tarifas muito elevadas e outras restrições, mas, ainda assim, a Volkswagen tem enfrentado dificuldades nesse mercado.

A "rápida ascensão da China realmente pegou as montadoras estrangeiras de surpresa, sobretudo as alemãs", afirmou Jacob Gunter, especialista em China do Mercator Institute for China Studies.

Em números

  • Após surpreender os investidores nesta semana com um acordo para eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho, Blume precisa colocar seu pla
  • S, são 30% superiores aos dos concorrentes e cortando a capacidade de produção em mais de 500 mil veículos por ano
  • O plano elevaria para cerca de 100 mil o total de postos de trabalho eliminados até 2030

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Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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