Se há um estado para acompanhar de perto na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), é Minas Gerais. Com a corrida presidencial apertada e um eleitorado historicamente aberto a combinar candidatos de campos diferentes, o estado volta a funcionar como uma espécie de “swing state” brasileiro.
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Na pesquisa Quaest, Flávio aparecia com 30% das intenções de voto em Minas, ante 29% de Lula, um empate dentro da margem de erro. O resultado reforça o papel do estado como um dos principais termômetros da disputa nacional.
Além do tamanho do eleitorado, Minas reúne diferenças regionais que reproduzem parte das divisões políticas do país. O Sul do estado tem características mais próximas de outras áreas do Sudeste e do Sul, enquanto o Norte se aproxima de regiões onde Lula tradicionalmente encontra maior força eleitoral.
Outra característica importante é o voto cruzado. O eleitor mineiro já mostrou disposição para escolher um candidato ao governo e um presidenciável de campos políticos diferentes.
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Ex-deputado afirma que ele e aliados defenderam a medida após a divulgação de novas conversas entre o ministro do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Quaest: para 40%, caso Lulinha prejudica Lula; 42% veem dano a Flávio com Master.
Segundo a Quaest, 66% dos eleitores afirmam conhecer o caso Lulinha. O mesmo porcentual declara ter conhecimento das suspeitas relacionadas a Flávio Bolsonaro.
Em 2022, parte do eleitorado combinou Romeu Zema (Novo) para governador e Lula para presidente, no movimento que ficou conhecido como “Lulema”. Antes disso, Minas já havia registrado o chamado “Dilmasia”, com Dilma Rousseff (PT) para a Presidência e Antonio Anastasia (PSDB) para o governo.
Na prática, isso significa que a popularidade de um candidato ao governo não garante a transferência de seus votos para um presidenciável do mesmo campo.
Essa característica ganha importância em 2026 por causa de Cleitinho. Na última rodada da pesquisa Quaest ele aparecia com 40% na disputa pelo governo mineiro, mas sem funcionar como um palanque automático de Lula ou Flávio.
Mesmo próximo de pautas da direita, Cleitinho foi descrito durante a conversa como um político pragmático, que transita entre propostas apoiadas pelo governo e bandeiras do bolsonarismo.
Isso torna Minas diferente de outros estados importantes. Em São Paulo, Flávio conta com Tarcísio de Freitas. No Rio de Janeiro, Lula busca se aproximar de Eduardo Paes.
Em Minas, nenhum dos dois encontra a mesma facilidade para atrelar sua candidatura a um nome forte na disputa estadual.
Ambos os lados optaram por candidaturas próprias, de Patrus Ananias, pelo PT e de Flávio Roscoe, do PL, que ainda não ganharam alavancagem o suficiente para encostar em Cleitinho Azevedo.
O jornalista e especialista em marketing político Luiz Flávio Lula Guimarães colocou Minas, São Paulo e Rio de Janeiro entre os estados mais importantes para o resultado presidencial.
Segundo ele, parte do mapa eleitoral apresenta uma divisão mais clara, com Lula mais forte no Norte e Nordeste e Flávio no Sul e Centro-Oeste. O Sudeste ganha peso justamente por apresentar uma disputa mais aberta.
Com Lula e Flávio empatados, um candidato competitivo ao governo sem alinhamento automático e um eleitor com histórico de voto cruzado, Minas reúne as condições para voltar a ser um dos principais campos de batalha da eleição presidencial.
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