A ApexBrasil anunciou nesta terça-feira (11) um plano de apoio às empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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O programa terá duração de 12 meses e pretende atender 5,3 mil das 5,6 mil empresas atingidas pelas novas tarifas anunciadas pelos EUA. Como não se trata de um empréstimo, não haverá cobrança de juros ou taxas sobre os recursos.
As inscrições começam nesta quarta-feira (12), pelo site da ApexBrasil. No cadastro, a empresa deverá informar dados sobre suas exportações e o objetivo do apoio.
A análise será individual, e cada caso receberá um auxílio específico.
Apoio a setores e às empresas exportadoras impactadas pelas tarifas;Diversificação de mercados para exportação;Manutenção da promoção comercial no mercado americano;Isenção de taxa de participação em ações diretas para empresas impactadas.
Em exclusividade ao g1, o presidente afirmou que abrirá, em 2 de setembro, um escritório em Adis Adeba, na Etiópia, como parte da estratégia de ampliar a atuação brasileira na África e na Ásia.
Segundo Müller, o escritório terá como objetivo trabalhar comercialmente esses mercados.
Ao falar sobre a estratégia para a Ásia, Müller citou o interior da China, diferenciando-o da região litorânea, mas afirmou que o foco principal está nos países da ASEAN, bloco que reúne Malásia, Indonésia, Vietnã e Singapura.
Segundo a Apex, 72% das 2,4 mil empresas atendidas e que exportam para os EUA já vendem para pelo menos um mercado adicional.
Os Estados Unidos anunciaram duas novas tarifas aos produtos brasileiros.
Uma delas é a tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros após uma investigação que apontou supostas práticas comerciais desleais. A outra é a sobretaxa de 12,5% aplicada a mais de 60 parceiros comerciais dos americanos, relacionada ao comércio de produtos que utilizam trabalho forçado.
Quando as duas incidem sobre o mesmo produto, a sobretaxa chega a 37,5%.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 23,1% das exportações brasileiras aos EUA estão sujeitas a essas novas sobretaxas.
Outros 24,2% são alcançados por tarifas setoriais previstas na Seção 232.
Com as listas de exceções determinadas pelos EUA, pouco mais da metade das exportações brasileiras aos Estados Unidos — 52,7%, considerando os dados de 2024 usados pelo MDIC — não está sujeita às novas sobretaxas das Seções 301 nem às tarifas setoriais da Seção 232.
Entre os produtos nessa categoria estão café, carnes, aeronaves, suco de laranja, frutas, vários produtos químicos e a maior parte das exportações de celulose. Isso ajuda a explicar por que a estratégia da ApexBrasil não é substituir o mercado americano, mas reduzir a dependência dele.
Enquanto as vendas aos Estados Unidos perderam espaço, a China manteve posição muito mais relevante como destino das exportações brasileiras.
Em números
- O programa terá duração de 12 meses e pretende atender 5,3 mil das 5,6 mil empresas atingidas pelas novas tarifa
- Segundo a Apex, 72% das 2,4 mil empresas atendidas e que exportam para os EUA já
- Tarifaço: ApexBrasil anuncia 'socorro' de R$ 210 milhões para empresas buscarem novos mercados
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.