Como parte da nossa transição para operações independentes e para cumprir exigências regulatórias em determinadas jurisdições, os dados gerados por alguns usuários desde 29 de dezembro de 2025 serão excluídos ainda neste mês", informou a Manus em comunicado.
A empresa afirmou que os usuários afetados serão avisados pelo aplicativo Manus e por e-mail e poderão fazer cópias de segurança de seus dados antes da exclusão.
Segundo o comunicado, a medida faz parte do processo de separação da empresa da Meta.
A decisão foi tomada pelo Escritório do Mecanismo de Trabalho para Revisão de Segurança de Investimento Estrangeiro da China, e ocorreu em meio ao aumento da fiscalização de Pequim sobre investimentos americanos em startups chinesas que desenvolvem tecnologias consideradas estratégicas.
A comissão não detalhou os motivos do veto. A Meta havia anunciado a aquisição da Manus em dezembro, em um caso incomum de grande empresa de tecnologia americana comprando uma companhia de IA com fortes vínculos com a China.
O acordo continha várias etapas que ampliariam as ofertas de IA nas plataformas da Meta. Anteriormente, a empresa americana havia afirmado que não haveria "nenhum interesse de propriedade chinesa" na Manus após o fechamento do negócio, e que a startup encerraria seus serviços e operações na China.
Ainda assim, em janeiro, o governo chinês anunciou que investigaria se a aquisição estaria em conformidade com suas leis e regulamentos.
Em julho, a agência de notícias Reuters informou que a Tencent, gigante chinesa dos setores de jogos e internet, estaria negociando a compra de uma participação que poderia transformá-la na maior acionista da Manus.
*Com informações das agências de notícias Reuters e Associated Press.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.