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Economia Revisado por ULTRA AI

Quem está por trás da alta da Bolsa? Estrangeiro volta às compras em setembro

Além do trade eleitoral, commodities reforçam rali do Ibovespa.

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

O movimento ocorre em meio a uma nova alta do Ibovespa. Por volta das 16h desta terça-feira (8), o índice subia 1,55%, aos 188. 022 pontos. Em setembro, acumula avanço de cerca de 6%; no ano, sobe 16,81% e, em 12 meses, 31,9%.

Além do trade eleitoral, commodities reforçam rali do Ibovespa.

Força das commodities no exterior impulsionam ações de peso como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).

Mercado se anima com eleições e aumenta aposta em ativos brasileiros, que disparam.

Trade eleitoral fica evidente e gestoras incrementam posições em Bolsa e juros – enquanto o BofA eleva a Bolsa local a compra e o JPMorgan, que rebaixou recomendação para ações, passa a apostar no real.

Estrangeiro compra enquanto investidores locais vendem.

O início de setembro também mostra movimentos opostos entre os diferentes grupos de investidores.

Por que o estrangeiro voltou a comprar Bolsa.

A perspectiva para os juros está entre os fatores considerados pelos investidores.

O BofA elevou nesta terça-feira a recomendação para as ações brasileiras de marketweight, posição neutra em relação ao peso de referência, para overweight, exposição acima desse peso.

O banco agora projeta a Selic em 11,25% no fim de 2027, ante estimativa anterior de 12,75%. A avaliação é de que atividade mais fraca e menores riscos inflacionários possam permitir um ciclo mais profundo de cortes.

Nesse cenário, juros menores podem favorecer a reprecificação das ações. O BofA estima que o Ibovespa, excluídas as companhias de commodities, negocia com desconto de aproximadamente 10% ante sua média histórica.

A mudança de recomendação para as ações brasileiras tem justamente a flexibilização monetária como um dos principais argumentos.

Ações brasileiras têm recomendação elevada por banco gringo; Selic a 11,25% é gatilho.

BofA eleva recomendação para ações brasileiras e vê espaço para valorização com ciclo mais profundo de cortes de juros.

Eleição e commodities também entram na conta.

Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, avalia que as apostas em uma mudança no cenário político também contribuem para o movimento recente do Ibovespa e para o retorno do investidor externo.

Nesta terça-feira, a alta das commodities dava suporte a Petrobras e Vale, duas ações de peso relevante no índice.

O BofA acrescenta outros fatores ao movimento, entre eles uma menor força relativa do trade de inteligência artificial no exterior e sinais de short covering, quando investidores recompram ações para encerrar posições vendidas.

Onde o dinheiro estrangeiro entra primeiro.

A volta dos recursos externos não significa necessariamente que as ações mais descontadas sejam as primeiras a receber esse dinheiro.

A liquidez pesa na decisão dos grandes gestores. “Quando o estrangeiro entra, ele entra nas ações mais líquidas”, afirma Rafael Perretti, economista e analista da Clear.

Nos primeiros pregões de setembro, Vale (VALE3) acumulava alta superior a 2,6%, Petrobras ON (PETR3) avançava 5,7% e Petrobras PN (PETR4) subia cerca de 7%. Entre os bancos, Banco do Brasil (BBAS3) ganhava 10,7%, Itaú (ITUB4), 7,9%, e Bradesco PN (BBDC4), 6,7%.

As altas não podem ser atribuídas exclusivamente ao fluxo estrangeiro. Juros, eleição, commodities e fatores específicos de cada companhia também influenciam as cotações.

A preferência dos gestores vai ainda além da liquidez. Nas conversas acompanhadas pelo Itaú BBA, aparecem utilities e infraestrutura, empresas sensíveis à queda dos juros, exportadoras, companhias ligadas ao câmbio e construtoras de baixa renda.

Há maior cautela com consumo cíclico e negócios dependentes do crédito.

Fluxo acompanha alta de 6% do Ibovespa em setembro.

A retomada das compras ocorre em meio a uma recuperação rápida do índice.

O Ibovespa fechou 19 de agosto aos 167. 830 pontos e terminou o mês aos 177. 418 pontos, alta de aproximadamente 5,7% no período.

Em setembro, o movimento continuou. No dia 2, o índice fechou aos 185. 205 pontos, completando 11 pregões consecutivos de alta e voltando a colocar os 200 mil pontos no radar.

Em números

  • 205 pontos, completando 11 pregões consecutivos de alta e voltando a colocar os 200 mil pontos no radar

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Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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