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Economia Revisado por ULTRA AI

Crise não para de atropelar Fachin, Lula está sem ação, Flávio e Vorcaro surfam na lama

Presidente do STF não tem poder legal nem força política, por ora, de conter desastre

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ora não tem controle sobre o duelo de morte entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, também disputa de grupos de poder no Supremo e suas articulações na Polícia Federal e na política partidária.

A eleição já seria disputada na delegacia, no porão do sistema de Justiça. Agora, é disputada na lama excrementícia que inunda o porão.

Ainda que pretenda pegar o touro à unha, Fachin não pode decretar o fim ou o controle de investigações (em curso ou por serem abertas). Também não tem poder político de controlar o tiroteio.

Pelo menos 6 de 9 ministros estão envolvidos na disputa (o décimo ministro é Fachin).

Alguém vai conseguir propor acordo (ou acordão)? Alguém quer? Note-se que o próximo presidente da República deve nomear quatro ministros do STF. Ministros do STF amigos do candidato vencedor vão influenciar a escolha dos novos colegas.

Beneficiam-se investigados, como Daniel Vorcaro e turma do mundo de negócios financeiros e políticos, entre outros. Inquéritos podem ser anulados por causa da suprema baixaria.

Beneficia-se Flávio Bolsonaro (PL), metido com Vorcaro e muito mais, pois não é difícil associar Moraes a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e porque maus ares tendem a prejudicar quem está no governo (seca, preço do tomate, crise financeira, baixaria disseminada na política etc.).

O lulismo ora está sem ação. Não pode defender Moraes. Pedir "investigações" é inócuo. A turma não achou ainda outro rumo a dar para a campanha, já abalada pela baixa popularidade de Lula.

Moraes não tem o que dizer sobre seus rolos. Os rolos de Mendonça estão em degrau inferior de investigação. Quem controla vazamentos da PF, que bateram mais em Lula.

O que foi feito do dinheiro que Bolsonaros ganharam de Vorcaro? Nada vaza.

Mendonça decapitou a direção da PF com base em argumentos que Moraes e outros utilizaram para combater espionagens, arbitrariedades e crimes do governo de Jair Bolsonaro.

Mendonça disse que o documento a que Moraes recorreu para acusá-lo era "surreal", tratando da "superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência.

Afirmou, pois, que Moraes foi omisso ou cúmplice de "ilícito.

Em tese, os dois, Mendonça e Moraes, estão certos e estão errados. Mas o caso é agora apenas disputa de poder, que pode até recorrer a argumentos supostamente jurídicos como apêndice.

Mendonça assumiu o lugar de Sérgio Moro no Ministério da Justiça em setembro de 2020. Moro acusara Jair Bolsonaro de querer manipular a PF. Na posse, Mendonça disse que Jair vinha sendo "...há 30 anos um profeta no combate à criminalidade.

Assumi o compromisso de lutar por ideias de uma vida que o senhor tem combatido.

Dias Toffoli era suspeito no caso Master, pois ele e família tinham negócios com a turma de Vorcaro. Foi saído da relatoria do caso. Não foi investigado. Outro acordão.

Gilmar Mendes impediu Lula de tomar posse no ministério de Dilma Rousseff em 2016, um dos tapas terminais no processo de deposição. Moraes impediu que Alexandre Ramagem, ora foragido, tomasse posse na direção da PF (seria subordinado de Moro) em 2020.

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Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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