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Economia Revisado por ULTRA AI

Pinheiros perdendo força e Santa Cecília em alta? Novos sinais no mapa do luxo em SP

Mudanças no centro, busca por qualidade de vida e excesso de lançamentos ajudam a explicar novidades na geografia do luxo em São Paulo

3 min de leitura
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O mercado imobiliário de alto padrão de São Paulo continua concentrado em bairros tradicionais como Vila Nova Conceição, Itaim Bibi e Jardins, mas parte da alta renda está olhando para outros endereços da cidade, enquanto algumas regiões que lideraram o crescimento nos últimos anos começam a dar sinais de saturação.

Lista completa

  1. Vila Nova Conceição – R$ 853,4 milhões.
  2. Jardim Paulistano – R$ 349,6 milhões.
  3. Alto de Pinheiros – R$ 199,2 milhões.

Os resultados colocaram a região entre os 12 maiores mercados de alto padrão da cidade, algo incomum para um bairro que, historicamente, nunca ocupou posição de destaque no circuito do luxo paulistano.

Para Renato Zimmermann, fundador e CEO da Zimmermann Imóveis, o fenômeno tem duas explicações. A primeira é uma questão de definição do que é Santa Cecília.

Ainda assim, Zimmermann acredita que existe uma transformação acontecendo na região, motivada pelos planos do governo do Estado de trazer sua sede para Campos Elíseos, bairro vizinho à Santa Cecília.

O projeto será construído e gerido, no formato de concessão em parceria público-privada (PPP), pelo consórcio formado pelas empresas brasileiras RZK Empreendimentos Imobiliários, Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat e Iron Property.

Para Zimmermann, investidores e incorporadoras vêm antecipando esse e outros projetos de revitalização urbana e concentração de estruturas administrativas públicas no centro paulistano e imediações.

Vila Nova lidera, Itaim vende mais caro.

O dado, porém, esconde uma dinâmica importante. Enquanto as vendas aumentaram, o ticket mediano caiu 5,1%. Na prática, a expansão foi puxada principalmente pelo maior número de transações e não por imóveis mais caros.

Já o Jardim Europa registrou o movimento mais intenso de valorização entre os bairros analisados com volume relevante de negócios. Apesar da queda de 23,5% nas transações, o ticket mediano avançou 32%, indicando um mercado mais seletivo e concentrado em imóveis de valor elevado.

O número de negócios dobrou, passando de 10 para 20 transações, levando o bairro da 13ª para a 3ª posição no ranking dos maiores mercados de luxo da cidade.

E essa qualidade de vida está sempre associada à logística e ao bem-estar da família, isto é, estar próximo do trabalho e da escola dos filhos”.

O número de transações recuou 14,6%, enquanto o ticket mediano caiu 16,1%.

Para Zimmermann, o desempenho mais baixo de Pinheiros não é um episódio isolado. “É uma tendência. Uma saturação absoluta de produto”, afirma.

Na avaliação do executivo, o perfil do bairro mudou significativamente ao longo dos últimos anos, impulsionado por uma grande quantidade de lançamentos e pela chegada de um público mais jovem.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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