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Economia Revisado por ULTRA AI

Como seis meses de guerra no Irã abalaram mercado de petróleo, preço dos combustíveis e ações

Conflito completou meio ano de duração com gasolina e diesel em alta, mas pouco efeito em Wall Street

4 min de leitura
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Depois que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, o preço do petróleo disparou, os juros subiram e as ações despencaram. Em uma semana, os motoristas americanos já pagavam 34% a mais pela gasolina, conforme o fluxo de energia do golfo Pérsico era interrompido.

Seis meses depois, a guerra entrou em um frágil compasso de espera. O petróleo está sendo escoado, mas em menor quantidade, e os preços dos combustíveis continuam altos.

Os navios seguem circulando, porém em número menor do que antes da guerra e por rotas diferentes. Os investidores em ações e títulos voltaram sua atenção —em sua maioria— para outras questões.

Veja como estão os mercados após seis meses de guerra.

Mas, se seis meses atrás alguém tivesse pedido à maioria dos executivos do setor de energia que previssem os preços do petróleo após um conflito tão prolongado em torno do estreito de Hormuz, eles teriam escolhido um valor muito mais alto.

A economia global mostrou uma capacidade surpreendente de se virar sem toda a energia que antes comprava do golfo Pérsico, uma das regiões produtoras de petróleo mais importantes do mundo.

Há algumas razões para isso. Países altamente dependentes do petróleo do Oriente Médio reduziram o consumo. O governo Trump e outras nações usaram reservas estratégicas de petróleo.

Empresas de todo o continente americano extraíram mais petróleo que o esperado, e muitas das que operam no golfo encontraram formas de exportá-lo apesar dos riscos de atravessar o estreito.

E, em uma medida que poucos previram, a China —normalmente a maior importadora de petróleo do mundo— reduziu drasticamente suas compras.

O que esperar daqui para frente, segundo Rebecca F. Elliott.

O rumo dos preços dependerá, entre outros fatores, de quanto tempo os EUA e o Irã continuarão interferindo no tráfego pelo estreito e de a China voltar ou não a importar mais petróleo.

Por enquanto, porém, o mercado parece estar se acomodando a uma nova realidade. A maior preocupação é que as guerras —no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia— tenham paralisado refinarias, deixando o mundo com menor capacidade de transformar petróleo em gasolina e diesel e tornando esses combustíveis muito mais caros.

A alta do petróleo se traduz em combustíveis mais caros, e o salto no custo da gasolina talvez seja o efeito mais visível da guerra para os consumidores americanos.

Os preços estão subindo principalmente devido ao encarecimento do petróleo bruto, que representa cerca da metade do preço de varejo nas bombas, conforme a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.

O diesel movimenta grande parte dos EUA, sendo usado por trens, caminhões e outros maquinários pesados. À medida que os preços aumentam, as empresas frequentemente repassam os custos aos clientes, com amplas implicações para a inflação.

Os preços estão subindo porque há menos refinarias produzindo diesel. O volume produzido no Oriente Médio caiu em meio aos combates, e o colapso da capacidade de refino da Rússia agravou os efeitos após os ataques ucranianos contra suas instalações.

Analistas de energia costumam descrever a oscilação dos preços dos combustíveis como 'subir como um foguete e descer como uma pena' —fenômeno que significa que o custo da gasolina acompanha rapidamente as altas do petróleo, mas demora a cair quando ele recua.

Quando o petróleo bruto voltou brevemente ao preço anterior à guerra, no fim de junho e início de julho, o custo médio da gasolina permaneceu 30% acima do nível pré-guerra.

A expectativa é que esse padrão continue.

Transporte marítimo no Oriente Médio está desorganizado.

O tráfego marítimo pelo estreito de Hormuz, hidrovia vital por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, continua praticamente paralisado.

Antes da guerra, mais de cem navios por dia atravessavam o estreito entre Irã e Omã. Agora, o movimento se reduziu a um fio. Recentemente, apenas cerca de uma dúzia de navios por dia passou pela via, segundo a Kpler.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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