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Economia Revisado por ULTRA AI

Petróleo supera US$ 100 pela primeira vez em mais de um mês com aumento das tensões no Oriente Médio

Mercado reage ao agravamento do conflito no Oriente Médio e à ameaça de interrupções no fornecimento global de petróleo.

3 min de leitura
Petróleo supera US$ 100 pela primeira vez em mais de um mês com aumento das tensões no Oriente Médio

A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os EUA e o Irã já dura seis meses.

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  • Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros.

Nesta semana, ataques dos Houthis, apoiados pelo Irã, atingiram instalações de energia sauditas e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo.

Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito.

Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada do conflito.

De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as operações suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos.

As autoridades competentes estão lidando com as repercussões dos ataques", afirmou o ministério em comunicado. Segundo a pasta, serão adotadas medidas para garantir a segurança dos trabalhadores e a continuidade das operações.

Já na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos EUA. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país.

De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, cinco embarcações foram destruídas.

Com a escalada das tensões no Oriente Médio, bancos como Goldman Sachs, Bank of America e HSBC elevaram suas projeções para o preço do petróleo.

Na semana anterior à retomada dos combates, encerrada em 30 de agosto, entre 8 milhões e 9 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) passaram pelo Estreito de Ormuz, o dobro do registrado na semana anterior, segundo o economista-chefe da Rystad Energy, Claudio Galimberti, em informações divulgadas pela Reuters.

Mais recentemente, esse volume caiu para menos de 2 milhões de bpd.

Embora produtores de petróleo fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como Estados Unidos, Canadá e Guiana, tenham aumentado a produção, a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou no mês passado esperar que a oferta global da commodity caia 4,3 milhões de barris por dia neste ano, o equivalente a cerca de 4%.

Em números

  • Na semana anterior à retomada dos combates, encerrada em 30 de agosto, entre 8 milhões e 9 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) p
  • Mais recentemente, esse volume caiu para menos de 2 milhões de bpd

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Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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