Ferreira diz que a empresa enfrentou uma severa escassez de produtos, um "contexto macroeconômico desafiador" que tem afetado a renda das famílias e, consequentemente, o consumo, além de questões operacionais da própria empresa.
Os resultados do segundo trimestre frustraram nossas expectativas", afirmou o CEO. "O contexto macroeconômico tem afetado a renda das famílias e o consumo, criando um vento contrário", afirmou em teleconferência a analistas.
Levar o rigor na execução é prioridade para o conselho e para o grupo executivo, para evitar novos tropeços", disse. "A correção de rota está fundamentalmente em nossas mãos.
Nossa maior prioridade é restaurar o nível de serviço.
Apesar dos números fracos, a empresa sinalizou que deve continuar com investimentos em marketing e rejeitou cortes, afirmando que os desafios são transitórios e não estruturais.
Uma recuperação gradual das operações no Brasil é esperada ao longo do segundo semestre.
Segundo João Paulo Ferreira, os resultados positivos da Natura na América Latina —como Chile, Peru e México, com exceção da Argentina, onde a receita ficou abaixo da inflação local— foram ofuscados pelo desempenho ruim no país de origem, o Brasil.
De acordo com Silvia Villas Boas, diretora financeira do grupo, o principal motor do trimestre foi o desempenho sólido do México, ligada à consultoras e lares consumidores da Avon.
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Outro ponto levantado como um dos motivos para a queda no Brasil foi a adaptação à substituição do ICMS em São Paulo, categorizada como um impacto fiscal temporário pelos executivos do grupo.
No Brasil, o faturamento recuou 14,8% em relação ao segundo trimestre de 2025. Dos quais, ao menos 2% representam o impacto do ICMs-ST em São Paulo", afirmou Villas Boas.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.