O ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, encaminhou à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), nesta sexta-feira (11), uma diretriz de política pública para ser alterado o contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
O ministro solicitou que seja incluída a obrigação de que o aeroporto compre e mantenha um sistema de detecção e neutralização de drones.
O aeroporto é administrado pela concessionária GRU Airport desde 2012. Segundo a diretriz, a Anac deve avaliar, em conjunto com a Polícia Federal e a Receita Federal, a extensão da mesma exigência para outros aeroportos no país.
A discussão sobre o sistema antidrones na aviação civil também tem o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a presença de drones em áreas próximas a aeroportos representa risco para pousos e decolagens de aeronaves e interfere nas operações, com redução na eficiência do terminal.
Guarulhos já registrou episódios de suspensão de pousos e decolagens motivados pela detecção de drones nas proximidades da pista.
Ainda de acordo com o Ministério, os investimentos necessários para a implantação do sistema poderão ser incorporados ao contrato de concessão, desde que exista uma análise de reequilíbrio econômico e financeiro.
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