Ele não vira — ele dobra", essa foi a frase que circulou quando a Apple apresentou seu novo iPhone Duo nesta semana, durante um evento para a imprensa em Cupertino, na Califórnia.
O evento deu aos jornalistas a oportunidade de conhecer o aparelho de perto e testá-lo brevemente antes de seu lançamento ao público, em outubro.
Brian X. Chen, repórter de tecnologia voltada ao consumidor do The New York Times; Brenda Stolyar, que cobre smartphones para o Wirecutter, site de recomendações de produtos do Times; e Caitlin McGarry, editora da cobertura de tecnologia do Wirecutter, estiveram no evento para conhecer o aparelho —e sua discreta dobra— pessoalmente.
Eles explicaram como testam novos produtos de tecnologia e o que envolve uma avaliação.
Vocês ainda não têm acesso ao iPhone Duo. Mas a Apple promoveu um evento para a imprensa que permitiu aos repórteres conhecer o funcionamento do aparelho. Como são esses eventos e o que é possível descobrir neles.
Brian X. Chen: Steve Jobs é amplamente reconhecido como pioneiro nos eventos de lançamento de produtos, que se tornaram uma forma de marketing usada pelas empresas de tecnologia para apresentar novas invenções.
Muitas companhias, incluindo Samsung, Google e Meta, passaram a seguir o modelo.
Em geral, integrantes da imprensa recebem convites para um evento em que executivos de tecnologia apresentam um produto. Normalmente, temos algum tempo para testá-lo antes de que ele fique disponível para o restante do público.
É uma pequena janela que nos permite ter uma ideia se uma nova tecnologia vai se tornar uma tendência ou apenas uma moda passageira.
Caitlin McGarry: Também costumamos conversar com funcionários das empresas que trabalharam nos produtos e fazer perguntas sobre decisões ou recursos que sejam confusos ou pouco claros.
No pior cenário nesses eventos de lançamento, os produtos ficam atrás de um vidro ou rodam uma versão de demonstração do software —ou até um vídeo em looping— que não reproduz a experiência real de uso.
No caso do iPhone Duo, conseguimos testar o aparelho de verdade por cerca de 45 minutos.
Brian, você escreve a coluna Tech Fix, do Times, sobre tecnologia para consumidores. Caitlin e Brenda trabalham para o Wirecutter, site de recomendações de produtos do Times.
Como os objetivos de vocês são diferentes.
Brian X. Chen: Costumo fugir do formato tradicional de avaliação, que normalmente consiste em analisar os principais recursos de um produto, como duração da bateria, brilho da tela e qualidade da câmera.
Em vez disso, tento pensar de forma mais ampla sobre os temas relacionados a uma nova tecnologia e se ela resolve problemas do mundo real.
Avaliei, por exemplo, o mais recente telefone Google Pixel 11, que trazia novos recursos de inteligência artificial capazes de pedir mantimentos, chamar carros e reservar mesas em restaurantes para o usuário.
Eu me perguntei: as pessoas realmente querem uma IA que use seus celulares por elas.
Concentrei a avaliação nesse tema porque queria entender se a chamada IA agêntica realmente vai conduzir o futuro da computação pessoal ou se algumas dessas novas ferramentas são apenas truques.
Caitlin McGarry: As pessoas procuram o Wirecutter para receber recomendações, então nosso objetivo é avaliar como é, de fato, conviver com os produtos.
Nossos leitores têm curiosidade sobre as tecnologias mais recentes, mas estão mais interessados em comprar o melhor produto possível, que dure o maior tempo e não custe uma fortuna.
Criamos uma lista de critérios para avaliar cada categoria de produto e então procuramos testar todos os produtos que valham a pena para descobrir qual é o melhor para a maioria das pessoas e, muitas vezes, qual é o mais adequado para um determinado usuário ou situação.
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