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Economia Revisado por ULTRA AI

Mais de 100 peregrinos indianos estão entre os desaparecidos nas enchentes no Nepal

Muitos deles estavam viajando de ou para um pico do Himalaia reverenciado pelos hindus como a morada espiritual do deus Shiva

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Entre os centenas de turistas desaparecidos nas enchentes que atingiram o Nepal, o maior grupo, com pelo menos 100 pessoas, é formado por indianos, segundo uma contagem preliminar realizada por autoridades do Nepal e da Índia.

Muitos deles viajavam de ou para o Monte Kailash, pico localizado no Himalaia próximo à fronteira entre Nepal e Tibete, região autônoma da China. O Monte Kailash integra a peregrinação hindu conhecida como Kailash Mansarovar Yatra e é considerado por muitos fiéis a morada espiritual do deus Shiva.

A peregrinação havia sido interrompida nos últimos anos devido à pandemia de Covid-19 e aos confrontos fatais na fronteira entre Índia e China, que congelaram as relações diplomáticas entre os dois países.

Recentemente, porém, o acesso à região foi retomado.

O influente líder espiritual e empresário indiano conhecido como Sadhguru afirmou em publicação na rede social X que 77 pessoas que participavam de excursões organizadas por sua fundação, a Isha Foundation, estavam em um posto de imigração na fronteira entre Nepal e Tibete quando as águas da enchente atingiram a região.

Ele compartilhou imagens de câmeras de segurança, que circulam nas redes sociais e foram verificadas pelo The New York Times, mostrando pessoas sendo arrastadas pela correnteza enquanto tentavam fugir da passagem de fronteira.

Enchente no Nepal pode ter sido provocada por ruptura de geleira, dizem cientistas.

Uma avaliação preliminar de imagens de satélite sugere que uma “avalanche de gelo” originada em uma geleira de alta altitude lançou uma enorme massa de água e gelo sobre o vale abaixo.

VÍDEO: Inundação repentina engole cidades e deixa mortos e desaparecidos no Nepal.

Imagens mostram vilarejos inteiros sendo engolidos por onda gigante.

Pelo menos outros 50 peregrinos estavam na região em uma excursão organizada por uma agência de viagens da cidade de Kumbakonam, no sul da Índia.

Familiares e amigos de Syed Umar Farooq, agente de viagens que liderava esse grupo, disseram não ter conseguido contato com ele desde que a excursão deixou o hotel nas primeiras horas da manhã.

Mohammad Hussain, primo do agente de viagens, afirmou ter conversado com ele na noite anterior à tragédia. Segundo Hussain, o grupo planejava seguir para a fronteira entre Nepal e Tibete a caminho do Monte Kailash.

Desde então, a família não conseguiu contato com Farooq nem com qualquer integrante da excursão. O primo afirmou, porém, que familiares conseguiram falar com outro grupo de cerca de 20 peregrinos indianos, que informou estar em segurança.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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