Tarifaço americano: Brasil calcula que medida atinge 18% das exportações pros EUA.
Os dados são do Monitor do Comércio Brasil Estados Unidos, elaborado pela Amcham Brasil com base em informações do Comexstat.
O resultado interrompeu a recuperação registrada em junho, quando as vendas para o mercado americano haviam crescido pela primeira vez desde agosto do ano passado, período em que as tarifas mais elevadas começaram a ser aplicadas.
Entre os produtos sujeitos às maiores sobretaxas, a queda foi ainda mais forte em julho, de 25,7%.
Na direção contrária, os produtos alcançados pela Seção 232 tiveram crescimento de 21,5%, impulsionado principalmente pelas exportações de aço e alumínio.
Entre os produtos que registraram as maiores quedas no acumulado do ano estão sebo bovino, madeira compensada, portas, fumo, madeira de coníferas, granito, torneiras e sucos de frutas.
Semimanufaturados de ferro e aço também tiveram retração.
Vendas aos EUA caem enquanto exportações ao mundo crescem.
O desempenho das exportações para os Estados Unidos ficou abaixo do registrado pelo Brasil nos demais mercados.
Enquanto as vendas para os EUA recuaram 12,2% entre janeiro e julho, as exportações totais brasileiras cresceram 10,5% no mesmo período.
Mesmo com a queda, os Estados Unidos continuam como o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China.
Entre os dez principais produtos vendidos pelo Brasil aos Estados Unidos, quatro tiveram queda nas exportações para o mercado americano ao mesmo tempo em que registraram crescimento nas vendas para o restante do mundo.
É o caso do petróleo bruto, cujas exportações para os EUA caíram 25,5%, dos semimanufaturados de ferro ou aço, com queda de 11,1%, do ferro-gusa, que recuou 7,9%, e da celulose, com baixa de 5,3%.
Entre os principais produtos sujeitos às sobretaxas, cinco dos dez itens mais exportados aos Estados Unidos tiveram queda nas vendas no acumulado do ano. No restante do mundo, todos esses produtos registraram crescimento.
Brasil tem déficit com os Estados Unidos.
O levantamento considera a estrutura tarifária vigente após as medidas que entraram em vigor em 22 e 24 de julho, relacionadas às investigações da Seção 301 sobre o Brasil e sobre trabalho forçado, além das sobretaxas aplicadas no âmbito da Seção 232.
Atualmente, os produtos sujeitos às maiores sobretaxas enfrentam tarifas adicionais de 25% a 37,5%. Antes das mudanças, algumas categorias chegaram a ter sobretaxas de até 50%.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.