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Economia Revisado por ULTRA AI

Dólar abre perto da estabilidade com avaliação de ata do Copom e dados da inflação

BC indica preocupação com impacto do conflito no Oriente Médio e pressão sobre preços

5 min de leitura
Dólar abre perto da estabilidade com avaliação de ata do Copom e dados da inflação

O dólar abriu próximo da estabilidade nesta terça-feira (11), com investidores reagindo a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, e a dados da inflação de julho que foram divulgados nesta manhã.

Na ata do Copom, o Banco Central fez alertas sobre eventual disseminação de efeitos indiretos de choques relacionados aos preços do petróleo e a efeitos climáticos, o que demandaria "reação firme" da política monetária, demonstrando também preocupação com uma inflação pressionada pela demanda em meio a medidas de estímulo adotadas pelo governo.

Já o IBGE informou que o IPCA teve variação positiva de 0,07% em julho, contra expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,03%. Em 12 meses, o índice passou a acumular alta de 4,44%, ficando abaixo do teto da meta.

O pregão reagiu a incertezas em torno do conflito no Oriente Médio e da reabertura do estreito de Hormuz pesando sobre os ativos.

O comportamento da moeda americana no mercado doméstico acompanhou o exterior, onde o índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, avançou 0,27%, aos 99,81 pontos.

Já o Ibovespa passou grande parte do dia no território negativo, mas a queda foi limitada pela alta da Embraer e das ações do setor de petróleo.

Durante a sessão, investidores voltaram suas atenções para as incertezas em torno da guerra no Oriente Médio.

No sábado (8), Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, apresentou uma lista de exigências que, segundo ele, os EUA terão de cumprir antes que o estreito de Hormuz possa ser reaberto.

Ele exigiu que os EUA suspendam o bloqueio naval e as sanções contra o Irã, retirem as forças militares americanas das proximidades do país, paguem reparações devido à guerra e liberem ativos iranianos congelados.

Também pediu o fim dos ataques aos aliados do Irã na região e das ameaças contra o país. É improvável que o governo Trump aceite essas exigências.

Enquanto isso, Teerã nega estar negociando com Washington. Segundo o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, existem apenas "troca de mensagens" por meio de intermediários entre os países, e as conversas não poderão ser retomadas enquanto os Estados Unidos continuarem cometendo "violações" do acordo.

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Antes do conflito, o estreito de Hormuz era responsável por cerca de 20% da circulação de petróleo e gás natural produzidos no mundo.

Em um dia sem uma direção clara, as incertezas relacionadas ao Oriente Médio, com o prolongado impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã, acabaram ganhando relevância", diz Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX.

O conflito pressiona os ativos domésticos, especialmente o real e a Bolsa brasileira. A guerra interrompe a circulação no estreito de Hormuz e aumenta o temor entre investidores de um repique inflacionário global, o que gera uma maior cautela entre investidores.

O aumento da percepção de riscos geopolíticos globais prejudica o desempenho de ativos arriscados, como as moedas emergentes, exercendo pressão altista sobre a nossa taxa de câmbio", afirma Leonel.

Analistas do mercado financeiro também continuaram atentos à temporada de balanços. A semana terá a divulgação de resultados do 2º trimestre de BTG Pactual, Banco do Brasil e Casas Bahia.

Inflação é a menor para julho em 4 anos e fica abaixo do teto da meta, mas vem acima das projeções.

Consumo fraco, crédito caro e endividamento pressionam varejistas.

Nos EUA, o foco da semana também estará sobre os dados econômicos. Na sexta-feira (7), o relatório de emprego (payroll) mostrou resultados abaixo do esperado em julho.

O indicador é o principal dado do mercado de trabalho acompanhado pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA).

Dados divulgados pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA revelaram o fechamento de 23 mil postos de trabalho em julho. Economistas consultados pela Reuters previam a abertura de 80 mil postos de trabalh.

Para André Valério, economista sênior do Inter, os dados do mercado de trabalho reforçaram que o foco do banco central americano será o combate à inflação.

O foco da política monetária americana passa a ser a inflação. Kevin Warsh [presidente do Fed] disse que, caso veja uma aceleração inflacionária, estaria disposto a aumentar os juros na reunião de setembro.

A divulgação do CPI (Índice de Preços ao Consumidor), nesta quarta-feira, portanto, será o centro das atenções", afirma.

Em números

  • Ivulgados pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA revelaram o fechamento de 23 mil postos de trabalho em julho
  • Economistas consultados pela Reuters previam a abertura de 80 mil postos de trabalh

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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