O Banco de Brasília (BRB) decidiu afastar, de forma cautelar (preventiva), cinco empregados citados em investigações internas relacionadas às transações com o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.
- Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa - Presidente.
- Cristiane Maria Lima Bukowitz - Diretora Executiva de Gestão de Pessoas.
- Dario Oswaldo Garcia Junior - Diretor Executivo de Finanças e Controladoria.
- Luana de Andrade Ribeiro - Diretora Executiva de Controle e Riscos.
- Diogo Ilário de Araújo Oliveira - Diretor Executivo de Atacado e Governo.
- José Maria Correa Dias Junior - Diretor Executivo de Tecnologia.
Em nota, o BRB afirmou que a decisão foi tomada pela corregedoria do banco, com aval do Conselho de Administração. Os nomes e os cargos desses empregados não foram divulgados.
O Banco reforça que os afastamentos são cautelares e não representam antecipação de juízo em relação ao mérito das investigações", informou o BRB em nota.
Em agosto, os acionistas do BRB também autorizaram o banco a acionar, na Justiça, ex-gestores que sejam considerados responsáveis pelos prejuízos. O banco tem 90 dias, contados a partir da aprovação, para definir essa lista.
De acordo com o relatório da PF, o BRB dispunha de "sinais prudenciais, financeiros e reputacionais relevantes sobre o Banco Master, formalmente incorporados ao seu ambiente informacional, mas não demonstrou sua consideração no processo decisório.
PF diz que gestores do BRB não foram vítimas do Master.
A Polícia Federal apontou a participação de seis ex-integrantes da diretoria colegiada nas aprovações das carteiras do Master.
Segundo os peritos, os dirigentes presentes nas reuniões ficaram vinculados documentalmente às decisões aprovadas por unanimidade.
O laudo afirma que eles participaram de deliberações sobre continuidade das operações, novas aquisições, flexibilização de alertas de risco e complementação posterior de documentos.
Esses gestores já foram afastados da atual diretoria do banco. São eles, junto ao cargo que ocupavam no banco.
O diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo não foi vinculado às aprovações porque, segundo as atas analisadas, não tinha direito a voto ou estava ausente nas deliberações.
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