O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (14) que o STF (Supremo Tribunal Federal) tem a obrigação de autorizar a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, que, segundo ele, precisa ser afastado do cargo.
A declaração foi dada em Belém, na véspera da sessão extraordinária da corte que analisará o relatório da Polícia Federal sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Amanhã vai ser um dos dias mais importantes dos últimos anos do Brasil. É o início de um julgamento que eu tenho certeza que vai fazer com que o Alexandre de Moraes seja oficialmente investigado.
Com tudo que já veio à tona, eu acho que não há nenhuma dúvida que pelo menos a maioria do Supremo, no plenário, tem a obrigação de autorizar o início de uma investigação contra ele", disse Flávio.
Ele precisa ser afastado, porque é impossível que alguém que tenha feito tudo isso que já veio à tona, que foi mostrado, fique impune e continue participando de julgamentos, que fique usando o inquérito das 'fake news' para perseguir adversários políticos", acrescentou o candidato.
A sessão, marcada para esta terça-feira (15) às 10h, ocorre em meio a uma crise no STF após a divulgação das mensagens entre Moraes e Vorcaro e de outros documentos da investigação.
Fachin retirou Moraes da relatoria do inquérito das "fake news" e suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino relacionadas às investigações sobre ministros da corte.
Em declração desta segunda, Flávio citou o filme "Dark Horse", que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e cobrou transparência no processo.
Eu quero transparência de todas as investigações que estão em andamento no Supremo, não apenas em relação ao filme do Bolsonaro, com relação ao INSS, com relação às fake news, e com relação ao Lulinha", disse, em referência a processos que também estão no centro da atual crise envolvendo o Supremo.
Flávio é investigado no STF no inquérito que apura suspeitas relacionadas ao filme Dark Horse. A PF aponta que o senador era "interlocutor direto" de Vorcaro e fez "reiteradas cobranças" para que o ex-banqueiro investisse no filme.
A PF também investiga a origem e o destino de recursos do filme. A suspeita, como mostrou a Folha, é de que parte tenha sido destinada para bancar a estadia de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e ex-deputado federal, nos Estados Unidos.
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