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Economia Revisado por ULTRA AI

BC trabalha em PIX internacional, em garantia de crédito e discute uso indevido de mensagens nas transações

Instituição divulgou relatório de gestão do PIX, ferramenta de transferência de recursos em tempo real da autoridade monetária. BC não fez referência à padroniz

6 min de leitura
BC trabalha em PIX internacional, em garantia de crédito e discute uso indevido de mensagens nas transações

O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (10) um relatório de gestão do PIX, ferramenta de transferência de recursos em tempo real da autoridade monetária — lançada em 2020.

A instituição lembra da evolução nos últimos anos, com o "PIX cobrança", "PIX saque", "PIX agendado" e "PIX por aproximação.

E promete novidades para o futuro, como a cobrança híbrida, o uso para quitar duplicatas, o chamado "split tributário", relacionado com a reforma tributária, além do "PIX internacional" e do "PIX em garantia (veja detalhes mais abaixo nessa reportagem).

Também informou que está discutindo a utilização indevida do campo de descrição das transações, ou seja, o envio de mensagens por meio da ferramenta e a padronização dos chamados alertas de golpe.

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Originalmente concebido para que o pagador registre informações objetivas sobre o pagamento, esse campo tem sido utilizado, em algumas situações, para fins alheios ao propósito original, como veículo para mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, frequentemente associadas a transferências de valor irrisório", explicou o Banco Central.

Por conta disso, a instituição iniciou neste ano um grupo de trabalho no âmbito do Fórum PIX, com a participação de associações representativas do sistema de pagamentos, com o objetivo de discutir alternativas e encaminhamentos voltados à preservação da integridade do instrumento e da boa experiência dos usuários, sem comprometer as características essenciais do PIX.

Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens", concluiu o BC.

O Banco Central informou, no relatório, que está trabalhando na evolução do chamado "alerta de golpe" para transferências via PIX — uma funcionalidade já utilizada por algumas instituições para alertar seus clientes de possíveis fraudes no momento da iniciação da transação de acordo com critérios identificados como suspeitos pela própria instituição.

O BC está discutindo com o mercado, no âmbito do Fórum PIX, como padronizar essa experiência, visando tornar essa padronização obrigatória por meio da definição de critérios mínimos para emissão desses alertas e da forma como devem ser enviados para os clientes", informou a instituição.

Em outubro do ano passado, as instituições financeiras passaram a disponibilizar uma funcionalidade (botão de contestação) para que uma transação possa ser facilmente contestada, sem a necessidade de interação humana.

📩 PIX Cobrança: passou a cumprir o papel do boleto, permitindo que empresas e prestadores de serviço emitam e recebam pagamentos de forma mais rápida, com conciliação automática e comunicação direta com o cliente.💵 PIX Saque e PIX Troco: lojas e outros estabelecimentos passaram a funcionar como pontos de saque, o que descentraliza o acesso ao dinheiro e ainda reduz custos para o comércio ao incentivar o uso de pagamentos eletrônicos.📅 PIX Agendado: facilitou pagamentos periódicos e transferências com datas fixas, ganhando relevância entre empregadores, autônomos e profissionais liberais pela previsibilidade e organização financeira.📱 PIX por Aproximação: disponível inicialmente apenas para Android, trouxe a experiência de pagamentos por contato físico, semelhante aos cartões por aproximação, para o ambiente digital.🔄 PIX Automático: transforma os pagamentos recorrentes ao democratizar o equivalente ao débito automático, antes concentrado em grandes instituições, e facilitar cobranças de serviços contínuos.🌐 Integração com o Open Finance: ampliou o alcance das transações digitais, permitindo iniciar pagamentos por diferentes plataformas, especialmente em compras online e via celular.

O Banco Central não cita no relatório de gestão do PIX a previsão de lançamento das novas funcionalidades.

Entretanto, em reunião do Fórum PIX em março deste ano, estimou para 2026 a cobrança híbrida, a duplicata e o split tributário.

Para os próximos anos, programou o "PIX internacional" e o "PIX em garantia" e não citou o "PIX parcelado", cuja padronização favoreceria a competição entre os bancos e a redução de reclamações.

Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto.

Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano. Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais.

Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários. Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo.

De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico.

PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A ideia é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, "recebíveis futuros", ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX — possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis.

PIX por aproximação (modelo offline): ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G.

PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é "parcial", focada em estabelecimentos específicos ou por meio de acordos entre instituições financeiras.

A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. A ideia é interligar sistemas de pagamento instantâneos.

O PIX é feito, em reais, instantaneamente da conta do brasileiro para a conta da instituição brasileira, que pode ser ou não um participante. Em um segundo momento, a instituição brasileira realiza a remessa de recursos para o exterior, da forma tradicional, sem usar a infraestrutura do Pix – que permite apenas transações domésticas –, fazendo com que os recursos sejam creditados em moeda local na conta do estabelecimento comercial na instituição parceira no exterior", explicou o BC.

💵O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras — o que tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros.

Essa padronização não tem prazo definido.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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