A Bolsa de Valores brasileira informou que as ações do BRB (Banco de Brasília) serão negociadas apenas por meio de leilão durante os pregões, em razão de a instituição financeira não ter entregado suas informações financeiras.
Em meio à crise do Banco Master, a instituição do Distrito Federal ainda não entregou o balanço referente ao terceiro trimestre de 2025.
A mudança da B3 entrou em vigor no pregão desta segunda-feira (31). Assim, todas as ordens de compra e venda em relação ao papel do BRB serão registradas ao longo do dia, sem execução automática.
Ao fim do pregão, elas serão computadas em um leilão que visa casar compradores e vendedores de acordo com um preço médio, que pode estar dentro ou não da ordem enviada pelo investidor.
Ressalta-se que, para a retomada da negociação contínua dos valores mobiliários, a companhia deverá estar adimplente com a entrega de todas as suas informações periódicas", informou a B3.
Leilões também são utilizados pela Bolsa quando há um volume fora do padrão por um papel ou baixíssima liquidez, de modo a evitar manipulações ou distorções nos preços dos ativos.
A extensão real dos danos ainda é incerta, dado que diversos membros da gestão passada são investigados por possível participação na fraude.
Para conceder um empréstimo ao banco, instituições requerem justamente informações financeiras atualizadas, o que o banco ainda não disponibilizou. A estatal deveria ter apresentado o balanço de 2025 no fim de março, mas o resultado ainda não foi publicado.
Para avaliar a real condição do BRB, foi feita uma auditoria conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados, com suporte técnico da Kroll. A investigação foi concluída no início de abril e o relatório final foi remetida ara a Polícia Federal para a adoção de "eventuais medidas cabíveis.
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