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Economia Revisado por ULTRA AI

Ações da Casas Bahia desabam até 36% após pedido de recuperação judicial

Pedido acompanha anúncio de 3.000 demissões e fechamento de quase 300 lojas

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Economia — imagem padrão

As ações da Casas Bahia recuam 24% por volta das 13h20 desta segunda-feira (17) na Bolsa, em reação ao pedido de recuperação judicial apresentado pela companhia na noite de domingo (16).

Outras ações do setor não recuam na mesma intensidade, com Lojas Renner e C&A caindo entre 0,27% e 1,13% e Magalu avançando 5%. O movimento difere do observado após a divulgação dos resultados do segundo trimestre do Magazine Luiza, quando as ações do setor recuaram em bloco após a companhia registrar prejuízo no período.

Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, não vê o pedido de recuperação judicial como um risco de contaminação para as demais empresas do varejo.

O caso é bastante específico e reflete uma combinação de elevado endividamento, estrutura de capital pressionada e dificuldades financeiras que a companhia já vinha enfrentando", afirma.

Para Pletes, pode haver preocupação de investidores com empresas de varejo que apresentam características semelhantes, principalmente aquelas com maior alavancagem, geração de caixa mais fraca ou dependência de crédito.

Lucas Sigu, sócio-fundador da Ciano Investimentos, também vê um cenário complicado para o investidor. "A tendência é [a ação] cair até que tudo se estabilize, e esse processo deve demorar até que se tenha clareza da recuperação.

Casas Bahia reduz dívida em mais de 70%, mas prejuízo triplica e varejista segura crédito.

Diretor jurídico e dois membros do conselho de administração da Casas Bahia renunciam.

Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, afirma que o processo de recuperação da Casas Bahia não começou agora. "É sempre importante entender que não só Casas Bahia, mas o setor inteiro, sofreu.

Cresceu muito ali na pandemia, e essas companhias se alavancaram também. Mas a gente tinha uma outra realidade: outro patamar de juros, outro ritmo de crescimento, outro nível de concorrência.

Para Saravalle, a saída para a companhia passa pela redução de seu tamanho e pela renegociação com credores. "A grande, infelizmente, saída dessas companhias é reduzir o tamanho.

Reduzir a operação, mas, lógico, também reduz o nível de receita potencial. E agora sentar junto com credores para fazer as renegociações.

Ele também vê a possibilidade de conversão de parte das dívidas em participação acionária. "Vislumbro no futuro breve uma operação bem menor e parte desses credores, não a totalidade, mas pelo menos uma parte grande, tornando-se acionista.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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