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Fiuk encerra carreira musical sem nunca ter feito um som realmente relevante

Fiuk anuncia fim da carreira musical: 'Encerrar esse ciclo.

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Fiuk encerra carreira musical sem nunca ter feito um som realmente relevante

O trabalho como ator em “Malhação”, na temporada de 2009 da novela dirigida pela TV Globo ao público adolescente, alavancou a popularidade de Fiuk, então atuando paralelamente como cantor, no posto de líder e vocalista da banda Hori, com a qual debutou no mercado fonográfico há 19 anos com o EP “Mentes inquietas” (2007).

Fiuk anuncia fim da carreira musical: 'Encerrar esse ciclo.

Contudo, o público feminino pareceu mais atraído pela fina estampa do galã do que pela música em si de Fiuk. Tanto que a diretoria da Warner Music, gravadora que contratara a banda Hori em 2009 no embalo do sucesso do ator, logo percebeu que o interesse do público não recaía sobre o grupo, mas precisamente sobre Fiuk.

A ordem então foi investir na carreira solo do cantor. Em 2011, ano da dissolução da Hori, Fiuk lançou o primeiro álbum solo, “Sou eu”, com direito a um dueto com ninguém menos do que Jorge Ben Jor, parceiro e convidado de Fiuk na música “Quero toda noite”.

Nem a presença do habitualmente arisco Ben Jor conseguiu dar prestígio a Fiuk como cantor. Faltava verdade. Faltava estofo. Sobrava marketing. Ainda assim, a gravadora arriscou e bancou o segundo álbum solo do cantor, “Vira-lata” (2013), disco que soou artificial pelo repertório de tom populista e sexista em que o cantor transitou entre pagode, funk, balada pop romântica e até rap com ares de pegador.

Nem o extenso time de convidados – MC Sapão, Manu Gavassi, Rappin' Hood, Thiaguinho e o pai Fábio Jr. (modelo que Fiuk tentou seguir, já que Fábio também foi ator e cantor anos 1970 e 1980) – conseguiu fazer o disco acontecer.

A gravadora Warner Music ainda tentou salvar a pátria, reciclando músicas dos dois álbuns no EP “Fiuk” (2014), mas a realidade é que, desde então, a carreira musical do cantor desandou, embora nunca tenha emplacado de fato.

Fiuk lançou vários singles a partir de 2016 – “Amor da minha vida” (2021), “Big bang” (2021), “Hater” (2022), “Cenário favorito” (2023), “Desapeguei” (2024), “Celebridade” e o recente “Depressão” (2026) – sem chamar real atenção pela música.

Nos últimos tempos, Fiuk voltou a aparecer com frequência na mídia, mas sempre por questões pessoais, fosse a briga com o pai, fosse a instabilidade da vida financeira.

A caminho dos 36 anos, a serem festejados em outubro, Fiuk ainda tem tempo para se encontrar ou para se reinventar, dentro ou fora da música. Contudo, por ora, é difícil lamentar a decisão do cantor de dar um fim a uma carreira musical a rigor sempre irrelevante.

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Fontes consultadas

  • G1 Pop & Artelink

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