A Prefeitura de Itu (SP) abriu uma investigação interna para apurar a morte de um menino de oito anos, na quinta-feira (6). Luis Miguel de Abreu passou por um Pronto Atendimento Municipal (PAM) na terça-feira (4), com dores estomacais, e morreu dois dias depois quando teve uma parada cardíaca durante um atendimento na Santa Casa.
Ana Claudia de Lima e Patrick de Abreu, pais de Luis, questionam a abordagem dos médicos que atenderam o menino e pedem por esclarecimentos sobre a causa da morte da criança.
Os pais do menino pediram a abertura de uma investigação alegando que o prontuário médico com o histórico de atendimento do Luis apresentava falta de informações sobre os resultados dos exames de sangue feitos pelo filho do casal.
Além disso, a família também questiona a ausência do nome do primeiro médico que atendeu o menino e lhe deu alta, no dia 4 de agosto.
Luis Miguel foi levado ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) da Vila Martins, na terça-feira (4), com a alegação de fortes dores no estômago. Na ocasião, o menino foi submetido a um raio-x, recebeu a indicação de analgésicos e teve alta hospitalar.
No dia seguinte, quarta-feira (5), o menino continuou com dores e foi novamente levado pelos pais ao Pronto Atendimento Municipal. Desta vez, Luis Miguel foi atendido por outro médico e fez exames de sangue.
A família havia chegado no hospital por volta das 22h da noite e voltou para a casa antes do resultado dos exames, pois o menino queria se alimentar.
Na quinta-feira (6), antes das 7h da manhã, a família retornou ao PAM para dar continuidade ao atendimento. O paciente passou por uma lavagem estomacal e foi avaliado pelos médicos com a suspeita de apendicite.
Mais tarde, Luis Miguel foi encaminhado a Santa Casa de Itu (SP), onde teve uma parada cardíaca e morreu.
Assim que a gente desceu pra UTI eu vi o meu filho virar o olho. Aí já me retiraram da sala e depois me falaram que ele teve uma parada, que tentaram reanimá-lo por 37 minutos e que colocaram doses de adrenalina nele, mas que não foi possível", conta Ana Claudia, mãe de Luis.
A família alega ter sido vítima de negligência médica e afirma não ter tido acesso ao resultado dos exames de sangue. Uma inconsistência no histórico do prontuário médico de Luis Miguel também chama a atenção: o documento não possui o nome do primeiro médico que atendeu a criança e o receitou os analgésicos após um raio-x.
Para eles, estes esclarecimentos poderiam trazer alguma resposta sobre o que de fato aconteceu com o menino de oito anos. Patrick de Abreu, pai de Luis, carrega a emoção para cobrar os esclarecimentos que busca.
Eu sou um pai que está desesperado por justiça, porque a gente não teve resposta. Eu ainda escuto a voz dele", diz.
Tiago Texera, secretário de Saúde de Itu, disse à TV TEM que foi aberto um protocolo e toda a documentação do prontuário médico será enviado à família. O secretário também informou que a Polícia Científica está realizando uma apuração com apoio do Instituto Médico Legal (IML) e o caso é acompanhado por dois comitês municipais.
A Prefeitura de Itu afirmou que toda a assistência médica foi prestada e que, até o momento, não há indícios de falha.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.