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Vicaricídio: o crime ligado à violência contra mulher

Surgido em 2026, vicaricídio é quando parentes ou dependentes da mulher são assassinados com objetivo de lhe causar sofrimento emocional

4 min de leitura
Vicaricídio: o crime ligado à violência contra mulher

Neste Dia dos Pais (9/8), Breno de Souza Castro matou as duas filhas, de 3 e 5 anos, em Cidade Dutra, bairro na zona sul de São Paulo. Segundo as investigações, o homem teria decidido cometer o crime após ver uma foto de sua ex-companheira com amigas, nas redes sociais.

O relacionamento acabou em março, no entanto, Breno não aceitou a decisão e, segundo a jovem, passou a persegui-la. (Saiba detalhes do crime abaixo). O caso gerou indignação e reacendeu o debate sobre violência contra mulher.

Porém, desta vez, trazendo um tipo de violência que muitos ainda não conhecem: o vicaricídio. 5 imagensFechar modal. 1 de 5Breno de Souza Castro, de 24 anos, foi preso após matar filhas de 3 e 5 anosImagem obtida pelo Metrópoles2 de 5Jennifer Nayra Alves, mãe das duas irmãs, de 3 e 5 anos, mortas asfixiadas pelo próprio pai, se manifestou nas redes sociaisReprodução/Redes sociais3 de 5Jennifer Nayra Alves, mãe das duas irmãs, de 3 e 5 anos, mortas asfixiadas pelo próprio pai, se manifestou nas redes sociaisReprodução/Redes sociais4 de 5Jennifer Nayra Alves, mãe das duas irmãs, de 3 e 5 anos, mortas asfixiadas pelo próprio pai, se manifestou nas redes sociaisReprodução/Redes sociais5 de 5Breno à esquerda, Isis Helena e Lais HeloísaReprodução / Redes sociaisEm abril de 2026, a legislação brasileira passa a tipificar vicaricídio como um tipo de crime hediondo e autônomo, que ocorre quando um parente ou dependente de uma mulher é assassinado com objetivo de controlar, punir e/ou causar sofrimento à ela.

Antes, a lei era tratada apenas como homicídio qualificado, no entanto, agora faz parte da Lei Maria da Penha, em seu artigo 7°, e prevê uma pena de 20 a 40 anos.

Mesmo com a mudança recente, a prática desse tipo de violência ocorre há anos, com casos que chocaram a mídia. após matar as próprias filhas, de 3 e 5 anos de idade, no bairro Cidade Dutra, na zona sul de São Paulo.

Ele também é acusado de violência. Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e, ao chegar no endereço indicado, encontraram as duas crianças, já sem vida.

Um vídeo mostra o momento em que Breno estaciona o carro em uma via pública. O veículo foi mais tarde localizado pela polícia. Imagens mostraram o vidro traseiro quebrado e o airbag acionado.

Breno confessou ter estrangulado e matado as próprias filhas já havia sido detido no passado e foi solto por “bom comportamento”. Ele foi preso por roubo em 19 de junho de 2023 e cumpria pena na Penitenciária de São Vicente II, no litoral paulista.

Em 29 de outubro de 2025, a Justiça de São Paulo concedeu liberdade condicional a Castro por “bom comportamento carcerário”. Apesar do benefício, ele deveria cumprir algumas exigências, entre elas, não deixar a residência em que mora no período entre 22h e 6h nos dias úteis e durante todo o dia aos sábados, domingos e feriados.

Ele também não poderia se ausentar da Comarca sem prévia autorização. Segundo apuração do Metrópoles, o alvará de soltura foi cumprido em 15 de novembro. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou apenas que os dados do processo devem ser direcionados à Justiça.

Breno de Souza Castro, de 24 anos, foi preso após matar filhas de 3 e 5 anos.

Jennifer Nayra Alves, mãe das duas irmãs, de 3 e 5 anos, mortas asfixiadas pelo próprio pai, se manifestou nas redes sociais.

Breno à esquerda, Isis Helena e Lais Heloísa.

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Fontes

Informação baseada em material público de Metrópoles, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Metrópoleslink

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