Ir para o conteúdo
Brasil Revisado por ULTRA AI

Empresas afetadas por tarifaço terão drawback estendido por um ano

3 min de leitura
Brasil — imagem padrão

A possibilidade foi criada pela Medida Provisória (MP) 1. 386, editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta terça-feira (25) no Diário Oficial da União (DOU).

A medida permite a prorrogação, por até 12 meses, dos prazos de suspensão de tributos para empresas que se enquadrem nas condições estabelecidas.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o objetivo é dar maior flexibilidade às empresas diante das mudanças nas condições de acesso ao mercado estadunidense.

Com o prazo adicional, as companhias poderão manter as vendas aos Estados Unidos ou buscar novos mercados para seus produtos.

A iniciativa faz parte do Plano Brasil Soberano 3, criado pelo governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas adicionais estadunidenses.

O drawback suspensão é um regime aduaneiro especial que permite às empresas adquirir ou importar determinados insumos utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação com a suspensão de tributos incidentes nessas operações.

Em contrapartida, a empresa assume o compromisso de exportar os produtos dentro do prazo definido no chamado ato concessório.

De forma simplificada, a empresa recebe autorização para utilizar os benefícios do regime, compra ou importa os insumos, fabrica o produto e, posteriormente, realiza a exportação dentro do prazo estabelecido.

A nova medida busca atender justamente empresas que tiveram dificuldade para cumprir esse compromisso por causa da alteração nas condições comerciais com os Estados Unidos.

A prorrogação poderá beneficiar empresas que, entre outras condições.

O prazo poderá ser ampliado em até 12 meses, conforme as regras estabelecidas na MP.

A medida também contempla empresas fabricantes-intermediárias. São companhias que utilizam o drawback para adquirir insumos e produzir peças ou outros componentes destinados a uma empresa que fabrica o produto final para exportação.

O drawback é um dos principais instrumentos utilizados pelo governo para estimular a competitividade das exportações brasileiras.

Ao todo, 1. 791 empresas utilizaram o regime no ano passado.

Entre os produtos exportados aos Estados Unidos com utilização do drawback estão itens de madeira, pedras trabalhadas, produtos químicos, portas, calçados, transformadores, carnes, móveis, máquinas e equipamentos.

A aplicação da nova regra ainda depende de regulamentação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Mdic. Uma portaria deverá estabelecer como serão apresentados os pedidos de prorrogação e quais documentos deverão ser enviados pelas empresas para comprovar o impacto das tarifas norte-americanas.

Segundo o governo, a medida não representa nova renúncia de receita nem gera impacto orçamentário ou financeiro, pois os atos concessórios abrangidos já haviam sido emitidos anteriormente.

A extensão dos prazos busca, portanto, dar às empresas mais tempo para se adaptar às mudanças no comércio com os Estados Unidos, preservar a capacidade exportadora e evitar que compromissos assumidos antes da aplicação das tarifas sejam prejudicados pela nova realidade do mercado.

Fontes

Informação baseada em material público de Agência Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Agência Brasillink

Leia também

Mais em Brasil
RJ2 de terça-feira, 25 de agosto de 2026
Brasil

RJ2 de terça-feira, 25 de agosto de 2026

MAIS DO G1 Quaest no RJ, 1º turno: Paes, 37%; Ruas, 14%; Garotinho, 7%. Há 2 horas Eleições 2026 no Rio de Janeiro Senado: Benedita, 10%; Carlos Jordy, 7%; Crivella, 6%; Monica Benicio, 5%Há 2 horasCorrida presidencial:

Em Brasil
Brasil — imagem padrão
Brasil

NE2 de terça-feira, 25 de agosto de 2026

Há 2 horas Eleições 2026 no Rio de Janeiro Senado: Benedita, 10%; Carlos Jordy, 7%; Crivella, 6%; Monica Benicio, 5%Há 2 horasCorrida presidencial: Flávio, 31%; Lula, 29%; Renan, Caiado e Zema, 2%; Cury, 1%Há 2 horasQuae

Em Brasil