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Brasil e EUA retomam negociações sobre tarifaço norte-americano

Brasil e Estados Unidos retomaram, nesta segunda-feira (31), as negociações sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump às exportações brasileiras. A

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Brasil e Estados Unidos retomaram, nesta segunda-feira (31), as negociações sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump às exportações brasileiras. A reunião foi virtual e teve participação dos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e do representante comercial americano, Jamieson Greer.

O encontro foi articulado depois da conversa entre Lula e Trump. Segundo Elias Rosa, o presidente americano orientou sua equipe a voltar à mesa com o Brasil. Para o ministro, a mudança abre uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois países.

Apesar da reaproximação, nenhum ponto concreto foi negociado nesta primeira reunião. Não houve discussão sobre setores, ofertas ou conteúdo de um eventual acordo.

As equipes técnicas devem voltar a conversar nos próximos dias, e uma nova rodada ministerial deve ocorrer até o fim de setembro.

O governo brasileiro mantém a posição de que as tarifas são injustas e não correspondem às práticas comerciais do país. Com as medidas adotadas pelos Estados Unidos, a sobretaxa chega a 37,5% para determinados produtos exportados pelo Brasil.

Entre os temas levados à reunião, esteve o funcionamento do Pix, incluído pelos Estados Unidos em uma investigação comercial. O governo brasileiro considera o sistema um patrimônio nacional e afirma que seu funcionamento não está sujeito a negociação.

Assim como também falamos da questão do Pix. O Pix é um patrimônio do Brasil; mais de 80% dos brasileiros o utilizam, e não há a possibilidade de negociarmos o funcionamento do Pix.

Isso foi ressaltado”, destacou o ministro Márcio Elias Rosa.

Brasil e Estados Unidos também não trataram, nesta reunião, das consultas abertas pelo governo brasileiro na Organização Mundial do Comércio nem da aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.

A estratégia, neste momento, é priorizar a negociação direta. O governo brasileiro quer preservar o acesso ao mercado americano, mas condiciona qualquer acordo a um reequilíbrio da relação comercial.

Fontes consultadas

  • Radioagência Nacionallink

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