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Corumbá - MS | Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 | 16:19

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Política

Rui Costa Pimenta, do PCO, diz ver perseguição a Flávio e defende legitimidade do bolsonarismo

Líder partidário diz que medida contra senador carece de base legal

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Política — imagem padrão

Fundador do PCO (Partido da Causa Operária), Rui Costa Pimenta afirma que Flávio Bolsonaro (PL) é alvo de perseguição e defende a legitimidade do bolsonarismo como força política.

À Folha ele critica a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) e diz que a intimação do senador para entregar os passaportes não tinha fundamento jurídico.

Vi muita gente do PT falando [que] tem que prender os bolsonaristas. Isso é uma coisa persecutória, está equivocado, é antidemocrático. Não concordo com o PL, não concordo com Flávio Bolsonaro.

Eu não tenho nada a ver com eles na verdade", afirma. "Mas todo mundo tem o direito, e o direito deve ser respeitado. Eu não sou favorável a nenhum tipo de processo dessa natureza.

Pimenta está acostumado a dar declarações que desagradam boa parte da esquerda brasileira, mas o posicionamento tem outro pano de fundo: ele e o PCO também estiveram na mira de investigações nos últimos anos.

Na última quarta-feira (28), o presidente do STF, Edson Fachin, mandou arquivar uma delas, um procedimento instaurado em 2022 no âmbito do inquérito das fake news, à época sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

O gatilho foram publicações em que a sigla pregou a dissolução do STF. Moraes mandou suspender contas da legenda.

Na semana passada, Fachin, que tomou a frente do inquérito das fake news, determinou o arquivamento da investigação por já ter passado o prazo legal para que o suposto crime —de incitação— fosse punido.

Pimenta afirma que a medida já era esperada e que o PCO estuda processar a União para pedir reparação pelos prejuízos decorrentes da suspensão das redes sociais.

Diz ainda que o desfecho não muda a posição do partido, contrária à "existência de uma corte como o STF" e que propõe, no seu lugar, um tribunal de juízes eleitos, com mandatos fixos e que não possa "legislar no lugar do Congresso" e ser "dono da Constituição.

A Polícia Federal também investiga Pimenta em apuração sobre suposto desvio de recursos eleitorais e partidários. Segundo a PF, há indícios de que dinheiro público tenha sido direcionado a empresas e pessoas físicas sem "capacidade operacional compatível com os valores recebidos ou com vínculos diretos ou indiretos com integrantes da estrutura partidária.

Ele nega irregularidades. Diz que os serviços contratados foram prestados, que os valores pagos eram de mercado ou inferiores e que a legislação não proíbe a contratação de empresas ligadas a integrantes do partido.

Também afirma que não há indícios de que tenha recebido ele próprio recursos do fundo eleitoral ou enriquecido ilicitamente.

Existe uma tendência à perseguição política que permeia todo o regime político —e vem do Judiciário", afirma.

Candidato pela quarta vez à Presidência da República neste ano, o fundador do PCO teve o menor número de votos entre os candidatos, o que gera estranheza em Pimenta.

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