O presidente Lula convocou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ex-ministros e economistas do PT para discutir nesta quinta-feira (5) medidas para a economia depois de o Banco Central interromper o ciclo de corte de juros nesta quarta (4).
Valdo sobre Lula reúne ministros e economistas após BC manter taxa de juros.
A reunião começou por volta de 12h no Palácio da Alvorada.
Conforme o blog apurou, Durigan faria uma fala inicial, com uma visão geral do estado da economia neste momento e das medidas que sua equipe está analisando para garantir o cumprimento das metas fiscais e a manutenção dos programas sociais.
Foram convidados para a reunião, além de Dario Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega, além dos economistas Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho.
Em sua fala, Durigan iria apresentar as medidas em estudo que devem prever aumento de contingenciamento de gastos e travas no aumento de gastos obrigatórios, como saúde e educação, mas sem redução de verbas.
Segundo interlocutores de Durigan, o objetivo é fazer um ajuste fiscal consistente e gradual, para garantir uma redução da taxa de juros e a manutenção no longo prazo de todas as políticas sociais do governo Lula.
Mais cedo, nesta quinta, Dario Durigan, classificou a taxa básica de juros da economia brasileira como "muito alta.
Em entrevista a jornalistas, ele evitou, entretanto, criticar a decisão do Copom que interrompeu o ciclo de corte da Selic ao manter a taxa estável em 13,75% ao ano.
Eu não vou fazer esse tipo de comentário valorativo, mas, mais uma vez, a taxa de juros no Brasil é muito alta, o esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, os corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros", disse o ministro.
A reunião com Lula acontece num momento em que petistas criticam o Banco Central pelos juros altos e pedem mudanças na política monetária.
Além disso, rejeitam um ajuste fiscal forte. Enquanto isso, o mercado está na espera do anúncio de medidas de contenção de despesas pelo governo.
Segundo um banqueiro, o mercado não quer um "tesouraço", como prometeu Flávio Bolsonaro, mas um plano crível e consistente de redução do crescimento das despesas para garantir estabilidade na economia.
Caso contrário, diz o banqueiro, o país vai conviver com crescimento baixo, falta de recursos para programas e pressões inflacionárias.
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