A determinação foi tomada na 3ª feira (3.nov. 2026) pela CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), órgão da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Multa acrescenta R$ 4 milhões às parcelas atrasadas; clube pode continuar impedido de registrar jogadores até julho de 2027.
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A proibição aplicada pela CBF começou em 17 de julho de 2026 e está projetada para terminar em 17 de janeiro de 2027. Se o Corinthians não cumprir a nova determinação, o prazo poderá ser ampliado até 16 de julho de 2027.
Nesse cenário, a sanção passaria a durar 1 ano no total, contado desde julho de 2026. A mudança acrescentaria aproximadamente 6 meses ao período atual.
Conhecida como transfer ban, a punição impede o registro de novos atletas, necessário para que reforços possam disputar partidas oficiais. A medida está entre as sanções previstas no regulamento da CNRD.
O Corinthians também tem 2 impedimentos determinados pela Fifa, relacionados às contratações dos meio-campistas Charles e José Martínez. Como os processos são distintos, regularizar o acordo na CNRD não resolve, por si só, as outras restrições.
A decisão foi tomada depois de uma manifestação do Cuiabá, principal credor do Corinthians no plano coletivo. O clube mato-grossense pediu o encerramento do acordo e uma proibição de registrar jogadores por 2 anos.
A CNRD acolheu parcialmente as solicitações.
A cobrança se soma a iniciativas anteriores. Em setembro, o Cuiabá já havia solicitado novas sanções contra o Corinthians, incluindo multa e bloqueio de receitas.
Em nota oficial de 22 de setembro, o Cuiabá afirmou que a dívida pela venda do volante Raniele havia sido incluída em um plano de 24 parcelas trimestrais, com pagamentos até 2031.
Na ocasião, informou que a prestação vencida em 17 de julho permanecia em aberto.
A nova decisão também autorizou uma investigação sobre os atrasos pela Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol), responsável por fiscalizar as regras de sustentabilidade financeira dos clubes.
O mecanismo permite organizar diferentes cobranças em um mesmo cronograma. Conforme explica a CBF em seu boletim sobre planos coletivos, o objetivo é tornar os pagamentos mais previsíveis e facilitar o recebimento pelos credores.
Em manifestação divulgada em 20 de outubro, o Corinthians afirmou estar ciente das pendências e trabalhar para regularizar a situação.
Em números
- Multa acrescenta R$ 4 milhões às parcelas atrasadas; clube pode continuar imped
- Corinthians tem até dezembro para pagar cerca de R$ 20 mi
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