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Política

Candidatos à Presidência surfam na onda das redes, atacam STF, mas abraçam Mendonça

Lula destoou, preferiu tom institucional e silenciou sobre crise no STF

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Política — imagem padrão

Os candidatos à Presidência da República usaram a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) para reforçar o discurso contra os ministros da corte em atos do 7 de Setembro, mas apoiaram o ministro André Mendonça.

O único que destoou foi o presidente Lula (PT), que evitou o tema.

Integrantes das campanhas dizem ter percebido uma onda mais forte nas redes contra o Supremo, em especial diante do ministro Alexandre de Moraes. Por outro lado, veem apoio das redes a Mendonça, que retirou o sigilo das mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) aproveitaram para reforçar o discurso que já adotavam contra a atuação do STF. Endossaram o coro os candidatos Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Todos eles aproveitaram os atos para abraçar Mendonça e sair em defesa do ministro do STF. Como mostrou o Painel, na avenida Paulista os candidatos estimulavam os bolsonaristas a "agradecer a Mendonça.

Do trio elétrico, a bispa Sônia, da Igreja Renascer em Cristo, fez uma oração e pediu proteção para Mendonça. Manifestantes levaram um boneco inflável com a imagem de André Mendonça.

E o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), candidato ao Senado, puxou o coro de "Mendonça, Mendonça, Mendonça" e exaltou o ministro. "André Mendonça, o que você está vendo aqui é um milhão de pessoas dizendo que você não está sozinho", afirmou Gayer.

Já Lula tem evitado falar sobre a crise aberta na Suprema Corte. Na manifestação mais incisiva que fez, ele defendeu que todos sejam investigados, sem blindagem, mas sem qualquer menção a Moraes.

No evento de 7 de Setembro, Lula adotou tom sóbrio ao lado do presidente do STF, ministro Edson Fachin. A postura, segundo aliados, precisava ser mais institucional e menos de candidato.

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