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PF apreende arsenal em fazenda de candidato a deputado investigado por trabalho escravo em MS

Ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério do Trabalho encontrou trabalhadores em situação irregular e armas de grosso calibre, algumas com numeração supr

2 min de leitura
PF apreende arsenal em fazenda de candidato a deputado investigado por trabalho escravo em MS

A Polícia Federal apreendeu 14 armas de grosso calibre e resgatou 23 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma fazenda que pertence ao candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul Aparecido Carlos Bernardo (União), conhecido como Carlos da UCP.

PF apreende 14 armas em operação contra exploração de trabalhadores em MS.

A ação mobilizou agentes em um helicóptero e também em viaturas, que percorreram estradas da zona rural do município. Veja no vídeo acima.

Conforme a Polícia Federal, a fazenda havia sido denunciada por supostamente recrutar funcionários estrangeiros de maneira informal e mantê-los na propriedade em situação de vulnerabilidade.

Segundo a investigação da Polícia Federal, havia indícios de que os funcionários não tinham registro em carteira, tinham pagamentos retidos e eram impedidos de deixar o local.

Durante as buscas, os policiais apreenderam armas de fogo de grosso calibre e munições. Conforme a PF, o armamento estava em situação irregular, e algumas das armas apresentavam a numeração raspada.

As investigações continuam para apurar as circunstâncias das contratações e identificar todos os envolvidos.

Candidato a deputado federal por MS pelo União Brasil, Carlos da UCP é fundador e CEO da universidade Interamericana-UCP de Pedro Juan Caballero.

Em 2022, Carlos também tentou disputar a vaga de deputado federal, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.

Naquele mesmo ano, Carlos Bernardo chegou a ser nomeado embaixador dos autistas de Mato Grosso do Sul pela Associação Amparo à Criança Especial (ACP).

Em 2024, Carlos da UCP retornou ao cenário político na disputa pela prefeitura de Ponta Porã, mas não foi eleito. Além da educação e política, ele é ligado a setores como pecuária, transporte e outras empresas.

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