Ex-presidente da Santa Casa admite que contrato foi mantido após alerta de inconsistências.
- permanência integral na residência, em Campo Grande.
- uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias, prazo que poderá ser reavaliado pela Justiça.
- proibição de contato com outros investigados, testemunhas e pessoas ligadas aos contratos apurados.
- proibição de acesso à Santa Casa de Campo Grande e à operadora Santa Casa Saúde.
- impedimento de deixar Campo Grande sem autorização judicial, exceto para atendimentos médicos comprovados.
- obrigação de manter endereço e telefone atualizados e comparecer aos atos processuais quando convocado.
A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu prisão domiciliar ao ex-diretor administrativo e financeiro da Santa Casa de Campo Grande, Rinaldo Hakme Romano, investigado por supostas fraudes contratuais na Santa Casa de Campo Grande.
🔎O ex-diretor, a presidente da Santa Casa, Alir Terra, e outras seis pessoas com vínculo ao hospital foram presos no dia 11 de setembro de 2026. As prisões ocorreram na operação Antidotum, que apura a suposta existência de fraudes e desvios de dinheiro em contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, em que ocorreram pagamentos de valores elevados sem a devida contraprestação de serviços.
A decisão, proferida pela 5ª Vara Criminal de Campo Grande no dia 9 de outubro, negou o pedido de liberdade, mas autorizou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar humanitária devido às condições de saúde do investigado.
Segundo a decisão, a defesa argumentou que Romano tem histórico de câncer de tireoide, passou por cirurgia para retirada da glândula em 2023 e depende de reposição hormonal contínua, além de acompanhamento especializado.
O juiz considerou que a unidade prisional tem limitações para garantir o tratamento médico adequado e o monitoramento necessário do quadro clínico.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) se manifestou pela manutenção da prisão preventiva. Para o órgão, a medida era necessária para preservar a ordem pública e evitar riscos à investigação.
Apesar disso, o magistrado entendeu que as condições de saúde justificam a adoção da prisão domiciliar, sem afastar as cautelares impostas para garantir o andamento do processo.
O g1 não localizou a defesa de Rinaldo Hakme Romano até a última atualização desta reportagem.
A Operação Antidotum investiga supostas irregularidades na contratação e na execução de serviços da empresa Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda. pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande.
De acordo com a denúncia, sete pessoas são acusadas de participação em um esquema que envolveria irregularidades contratuais, movimentações financeiras suspeitas e atuação coordenada entre dirigentes da instituição e empresas privadas.
Entre as acusações atribuídas a Rinaldo Hakme Romano está a participação na formalização do contrato investigado, na condução de procedimentos relacionados à execução contratual e na autorização de pagamentos à empresa.
As investigações também apontam supostas tratativas entre o ex-diretor e empresários antes da assinatura do contrato. Outro ponto analisado é um aditivo contratual que teria reduzido a meta mensal de digitalização de documentos da Santa Casa, sem alteração do valor máximo pago mensalmente.
A prisão domiciliar foi concedida com uma série de restrições. Entre elas estão.
A decisão também prevê que, em caso de descumprimento injustificado das medidas, a prisão domiciliar poderá ser revogada e o investigado poderá retornar ao sistema prisional.
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