Ex-chefe da Denar recebeu nova ordem de prisão, e outras buscas alcançaram 9 agentes que atuaram na Defron.
Em 42 dias, três operações atingiram policiais de Mato Grosso do Sul sob suspeita de desviar drogas apreendidas e devolvê-las ao tráfico. A primeira levou à prisão do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa em 24 de setembro, quando ele chefiava a Delegacia de Terenos.
A segunda resultou em uma nova ordem de prisão contra ele em 4 de novembro. No dia seguinte, a terceira alcançou nove policiais civis que haviam trabalhado em uma delegacia especializada de Dourados.
Em 42 dias, três operações atingiram policiais de Mato Grosso do Sul suspeitos de desviar drogas apreendidas e devolvê-las ao tráfico. O delegado Hoffman D'Ávila foi preso em setembro e teve nova prisão decretada pela Polícia Federal, que suspeita do desvio de 2 toneladas de cocaína da Denar.
Na segunda fase da Infiltrados, nove policiais da Defron foram alvos. As defesas contestam as acusações.
Na primeira fase da Operação Infiltrados, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) cumpriu 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Entre os alvos estavam policiais civis, militares, um policial penal e um ex-policial civil. campograndenews.com.br.
A apuração começou em outubro de 2025, a partir de provas encontradas nas operações Traquetos e Blindspot. O Gaeco aponta Hoffman como um dos líderes do grupo suspeito de revender drogas apreendidas, principalmente cocaína.
Segundo a investigação, os policiais teriam deixado parte das cargas fora dos registros oficiais ou retirado dos depósitos material já contabilizado.
Entre os presos na primeira fase estavam o ex-policial civil Augusto Torres Galvão Florindo, o policial penal Vitor Ribeiro Venâncio dos Santos e os investigadores Marcos André Santos Chaves, Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Neverson Vieira de Araújo, Nilton Cesar Sales dos Santos e Douglas Tobias.
Na época, a defesa de Nelson afirmou que ainda desconhecia os detalhes da investigação. campograndenews.com.br.
Operação Ifrit – Hoffman já estava preso quando a PF (Polícia Federal) cumpriu a segunda ordem de prisão preventiva contra ele, na quarta-feira (4). A operação, deflagrada com a Receita Federal em sete estados, investiga uma organização familiar com base na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
A PF suspeita que aproximadamente 2 toneladas de cocaína tenham sido retiradas do depósito da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), que Hoffman já comandou.
O investigador Andrey Elesbão Silva foi preso preventivamente e afastado da função na Ifrit. Douglas Tobias, que havia obtido a revogação da prisão preventiva da Infiltrados na véspera, passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Infiltrados II – Já na quinta-feira (5), o Gaeco voltou às ruas para cumprir quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina e Santa Terezinha de Itaipu (PR).
Nove policiais civis que atuaram na Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) foram alvo de medidas judiciais. A investigação abrange fatos ocorridos entre junho de 2025 e maio de 2026.
Um dos episódios investigados envolve mais de 500 quilos de cocaína que deveriam ter sido incinerados em setembro de 2025. Segundo o Gaeco, a droga teria voltado ao tráfico.
A apuração também aponta suspeitas de desvios durante apreensões e de retirada de cargas guardadas no depósito da delegacia. O Ministério Público ainda não detalhou o que atribui a cada policial.
Além do delegado Guilherme Scucuglia Cezar, ex-chefe da Defron, foram alvos os investigadores Rodrigo Carpes da Silva, Anderson Mirandola, Cassiano Rodrigues Teixeira, Eumer Cordeiro Barbosa, Oseias Medeiros da Silva e Rogério da Rocha Ferreira, além dos escrivães João Marcos Garcia e Gustavo dos Santos Sayão.
Guilherme está lotado na Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos), em Campo Grande.
A Justiça rejeitou o pedido de prisão preventiva de Guilherme e autorizou buscas na casa e nos locais de trabalho do delegado. José Roberto da Rosa, que também o representa, afirmou que nada de interesse para a apuração foi apreendido.
Segundo o advogado, o nome do delegado entrou na investigação por uma interpretação equivocada de conversas entre terceiros.
Em números
- Em setembro e teve nova prisão decretada pela Polícia Federal, que suspeita do desvio de 2 toneladas de cocaína da Denar
- A PF suspeita que aproximadamente 2 toneladas de cocaína tenham sido retiradas do depósito da D
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