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Polícia

Defesa de suspeito de matar vizinho em briga por obra diz que conflitos duravam meses e ainda precisam ser

Advogados afirmam que Manoel Paulo Cardoso, de 66 anos, nunca respondeu a processo criminal e colaborou com a polícia. Defesa contesta relatos sobre o crime e d

4 min de leitura
Defesa de suspeito de matar vizinho em briga por obra diz que conflitos duravam meses e ainda precisam ser

A defesa de Manoel Paulo Cardoso, de 66 anos, preso após matar o vizinho Aristóteles Onassis Tufaile, de 47, e ferir o filho dele, afirmou nesta quinta-feira (22) que os conflitos entre os moradores já duravam meses.

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Segundo os advogados, o desentendimento que terminou em morte, na noite de terça-feira (20), em Campo Grande, tem circunstâncias que ainda precisam ser esclarecidas.

Em nota enviada ao g1, os advogados Wilson Paes Neto e Luiggi Ramos da Costa contestaram os relatos divulgados sobre o crime. Eles afirmaram que há divergências entre as informações publicadas e os documentos oficiais, mas não especificaram quais seriam essas diferenças.

Os fatos ocorreram em um contexto de conflitos de vizinhança que já se arrastavam havia meses. Esse contexto ainda não foi esclarecido e não se resume à versão que vem sendo divulgada", afirmaram.

A defesa também destacou que Manoel é aposentado, não tem antecedentes criminais e nunca respondeu a processo criminal. Segundo os advogados, ele colaborou com a polícia após o crime e indicou espontaneamente onde estava a arma usada nos disparos.

Os advogados explicaram ainda que Manoel permaneceu em silêncio durante o depoimento na delegacia por orientação da defesa. A versão dele sobre o que aconteceu será apresentada à Justiça.

A nota também informa que a defesa pretende acompanhar a análise das provas, incluindo perícias e possíveis registros de áudio e vídeo, para esclarecer as circunstâncias do crime.

Por se tratar de caso que poderá ser submetido ao Tribunal do Júri, a defesa pede cautela na divulgação de versões ainda não confirmadas", diz o comunicado.

Os advogados também manifestaram solidariedade à família de Aristóteles e desejaram a recuperação do filho dele, que foi baleado.

A afirmação da defesa de que os conflitos duravam meses contraria o relato da viúva de Aristóteles. Em entrevista ao g1, na quarta-feira (21), ela negou que houvesse brigas anteriores ao momento do crime.

Segundo a mulher, Aristóteles e o filho, de 23 anos, consertavam uma calha quando Manoel reclamou que pedras haviam caído na propriedade dele e quebrado uma telha.

Ela contou que o vizinho ameaçou os dois e voltou pouco depois com uma arma.

Aristóteles morreu após levar um tiro na cabeça. O filho foi atingido em diferentes partes do corpo e, conforme as últimas informações divulgadas, permanecia internado em coma induzido na Santa Casa.

Já segundo o boletim da Polícia Militar, Manoel admitiu ter feito os disparos e alegou que havia sido ofendido e atingido por pedras e pedaços de madeira. Ele afirmou aos policiais que usou a arma porque temia pela própria segurança.

Após o crime, Manoel fugiu de carro, sofreu um acidente de trânsito na Rua Marechal Floriano e foi preso pela Polícia Militar. Os policiais apreenderam um revólver calibre.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime.

A defesa de Manoel Paulo Cardoso, a cargo dos advogados Dr. Wilson Paes Neto e Dr. Luiggi Ramos da Costa, vem a público esclarecer o seguinte. Inicialmente, a defesa manifesta seu respeito e solidariedade à família de Aristóteles Onassis Tufaile, cuja dor é legítima e merece consideração.

Também deseja a pronta recuperação de seu filho. Manoel é um homem de 66 anos, aposentado, que jamais respondeu a qualquer processo criminal. Os registros oficiais juntados ao próprio auto de prisão em flagrante confirmam essa condição.

Após os fatos, colaborou com a polícia e indicou espontaneamente onde estava a arma. Os fatos ocorreram em um contexto de conflitos de vizinhança que já se arrastavam havia meses.

Esse contexto ainda não foi esclarecido e não se resume à versão que vem sendo divulgada. As próprias informações publicadas até agora apresentam divergências entre si e em relação aos documentos oficiais.

Por orientação da defesa, Manoel exerceu seu direito constitucional ao silêncio na delegacia. Ele apresentará sua versão perante o Poder Judiciário, no momento processual adequado.

A defesa acompanhará a produção de todas as provas, incluindo perícias e registros de áudio e vídeo eventualmente existentes, para que os fatos sejam apurados com fidelidade.

A defesa confia na Justiça e permanece à disposição da imprensa.

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