Depois que os democratas assumiram o controle do Congresso dos Estados Unidos, os investidores estão atentos ao risco de impasses em torno do teto da dívida pública, com a possibilidade de que manobras arriscadas possam desestabilizar os mercados.
Os democratas arrancaram o Senado e a Câmara dos Deputados das mãos do Partido Republicano do presidente Donald Trump nas eleições de meio de mandato de terça-feira (3), levando os investidores a avaliar o impacto nas finanças do país e na próxima rodada de negociações sobre o teto da dívida pública.
Conflitos anteriores sobre o teto da dívida já levaram a confrontos de última hora, já que os parlamentares usam o limite máximo de endividamento do governo dos EUA como moeda de troca na política fiscal.
É improvável que o governo atinja o teto da dívida até o final do próximo ano, mas os democratas podem usar a chamada “data X” em negociações orçamentárias ou outras discussões com os republicanos.
A não elevação do teto da dívida ameaçaria a capacidade do Tesouro de pagar as dívidas do governo.
No curto prazo, os analistas estão de olho no dia 11 de dezembro, data em que o Congresso precisa chegar a um acordo para financiar o governo federal. Analistas afirmaram que os republicanos poderiam usar esse prazo como uma oportunidade para elevar o teto da dívida antes que o Congresso controlado pelos democratas assuma no início de janeiro, mas alguns se mostraram céticos quanto à possibilidade de isso acontecer.
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