A bolsa brasileira teve um pregão de forte turbulência nesta segunda-feira (26), após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa, principal índice da B3, caiu mais de 10% nos primeiros minutos de negociação e acionou o circuit breaker.
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- 👉 O desempenho dessas empresas tem impacto importante sobre o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, porque cada ação tem um peso diferente em sua composição. Quanto maior essa participação, maior a influência da variação do papel sobre o resultado do indicador.
Bolsa despenca 13% após vitória de Lula.
No fechamento do dia, o índice caiu 13,88%, aos 176. 608 pontos. A reação refletiu a surpresa de parte dos investidores com o resultado das urnas e a revisão das expectativas para a condução da política econômica, os juros e as contas públicas.
Entre as ações com maiores perdas, Magazine Luiza liderou a lista, com queda de 58,23%, seguida por Vamos (-56,79%) e Hapvida (-54,93%). Papéis de empresas ligadas ao consumo, ao varejo e ao mercado imobiliário também registravam baixas expressivas.
🔎 Circuit breaker é um mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações quando o mercado de ações registra quedas muito bruscas. O objetivo é dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões e reduzir o risco de movimentos desordenados de compra e venda.
Após a interrupção, os negócios são retomados. Saiba mais.
A onda de perdas na bolsa atingiu também algumas das maiores empresas do mercado brasileiro, cujas ações têm peso relevante no Ibovespa.
Conhecidos como “blue chips”, esses papéis incluem os de grandes bancos, da Petrobras e da Vale, mas tiveram desempenhos diferentes no pregão desta segunda-feira.
Entre os bancos, o Banco do Brasil registrou a maior queda, de 27,31%. As ações preferenciais do Bradesco recuaram 21,70%, enquanto as ordinárias caíram 20,65%.
O BTG Pactual perdeu 24,83%, e o Itaú Unibanco teve baixa de 13,66%.
A Petrobras também fechou em queda, com recuo de 8,18% nas ações preferenciais e de 6,81% nas ordinárias.
Dólar favorece exportadoras em dia de turbulência.
Segundo João Daronco, analista da Suno Research, empresas que recebem parte de suas receitas em moeda estrangeira podem se beneficiar quando a cotação da moeda americana sobe, já que esses valores, convertidos em reais, passam a representar mais dinheiro.
O movimento, porém, não favorece todas as empresas. Daronco também destacou o impacto da alta dos juros futuros sobre companhias mais endividadas.
Com a revisão das expectativas para a economia, as taxas de juros de longo prazo subiram, o que pode encarecer o financiamento e prejudicar empresas que dependem de crédito.
Essas companhias vinham se beneficiando de condições de financiamento mais favoráveis.
Para Daronco, as oscilações devem continuar nos próximos dias e semanas, enquanto o mercado avalia os desdobramentos do resultado eleitoral. Sob esse cenário, o analista recomenda cautela.
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