A principal mudança ocorreu entre as maiores empresas da Bolsa: o BTG Pactual (BPAC11) ultrapassou a Vale (VALE3) e assumiu a terceira posição no ranking, atrás apenas de Petrobras (PETR3;PETR4) e Itaú Unibanco (ITUB4).
A fotografia ajuda a ilustrar uma das marcas do rali pós-primeiro turno, que mostra a forte migração de recursos para empresas domésticas e ligadas ao sistema financeiro, enquanto parte dos recursos saiu de exportadoras e companhias mais dependentes do ciclo global de commodities.
O levantamento também mostra uma ampliação do seleto grupo das empresas mais valiosas da Bolsa.
Já o Santander Brasil (SANB11) passou da 10ª para a 12ª colocação, embora tenha registrado crescimento de 2,5% em seu valor de mercado no período.
O grupo inclui: Itaú Unibanco (ITUB4), BTG Pactual (BPAC11), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander Brasil (SANB11) e B3 (B3SA3).
Juntas, essas companhias respondem por 44,4% do valor de mercado agregado das 12 maiores empresas da B3, segundo a Elos Ayta.
O restante do grupo é formado por Petrobras, Vale, Ambev (ABEV3), WEG (WEGE3), Axia Energia (AXIA3) e Sabesp (SBSP3).
No topo do ranking, Petrobras e Itaú mantiveram suas posições e reforçaram ainda mais sua liderança.
O levantamento evidencia que as maiores beneficiadas pela recente reprecificação dos ativos brasileiros foram justamente empresas ligadas a bancos, mercado de capitais e setores domésticos, refletindo a expectativa de queda dos juros e melhora do ambiente econômico local.
O cálculo considera as cotações de mercado e a quantidade de ações de cada companhia. As variações analisadas refletem mudanças no valor de mercado das empresas, e não necessariamente a rentabilidade acumulada dos papéis no período.
Em números
- B3 passa a ter 12 empresas com valor de mercado acima de R$ 100 bilhões
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