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Corumbá - MS | Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 | 15:23

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Recognise 120: ØTTA

Ao lado de um mix de velocidade máxima composto inteiramente por suas próprias faixas, a DJ e produtora portuguesa ØTTA conversa com Claire Francis sobre a étic

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Ao lado de um mix de velocidade máxima composto inteiramente por suas próprias faixas, a DJ e produtora portuguesa ØTTA conversa com Claire Francis sobre a ética celebratória que a levou por todo o mundo, seu amor de toda a vida pela música brasileira e a criação de um espaço para sons de dança vibrantes e coloridos que transmitem 'felicidade instantânea.

De Lisboa a Londres, Paris, Barcelona e Brasil, o DJ e produtor português ØTTA transformou uma vida vivida entre culturas em uma identidade musical tecnicolor.

O som dela é um caldeirão sem fronteiras de techno, rave de old-school, psytrance, funk brasileiro e percussão efervescente. Com seu álbum de estreia, “Pele De Mar”, lançado em setembro na sua própria gravadora HOTTIES, ela está defendendo a música dance que se traduz em “instant happiness”.

O fio unificador, ela diz, é um clima, não um gênero. “Eu tive uma conversa com algumas pessoas no estúdio, quando estava fazendo o álbum, e formamos esse conceito de ‘felicidade instantânea’.”.

É uma descrição adequada da abordagem dela à música dance atualmente, e uma mudança marcante em relação ao techno hardcore, com toques industriais, do seu EP “WOMXN” de 2021, lançado pela festa e selo de techno queer com sede em Paris, Possession.

Sua performance de destaque em 2022 no Teletech Boiler Room, em Manchester, exibiu uma energia rave caleidoscópica semelhante à do primeiro EP, mas quando ela lançou o efervescente “IN MY 2024 ERA”, ficou claro que estava em um caminho diferente.

Marcou o lançamento de seu selo HOTTIES e sua série de eventos associada. Combinando techno de alta velocidade, baixo e ritmos de funk brasileiro com cânticos vocais e percussão de alta octanagem, o lançamento foi uma cristalização de sua identidade sonora alegre e que atravessa gêneros.

Há um senso de travessura na música dela, mas também há generosidade: essa é música de dança feita para fazer as pessoas se sentirem bem.

Descrevendo sua saída da cena hard techno, ØTTA não consegue deixar de rir. “Eu acho que cheguei a um ponto em que senti que era tipo zumbis com óculos escuros dançando.”.

Eu estava dizendo: ‘Pessoal, estamos em uma festa. Vamos nos divertir! Sorria! Tire o moletom, vista uma camiseta rosa. Não é tão sério.’.

Com o lançamento do álbum, ela tem levado essa energia otimista para as estradas em um tour comemorativo. Foi uma festa sem fim em grandes festivais e clubes em toda a Europa e América do Norte, desde Tomorrowland, onde se apresentou durante a takeover EXHALE de Amelie Lens, até Glitch Berlin, Awakenings e ADE.

Antes do fim do ano, ela retornará à América do Norte para o Time Warp em Los Angeles, e um especial 360° Set no Concord Music Hall de Chicago.

Muito antes de começar a tocar em clubes, ØTTA já estava envolvida com música clássica; a viola era seu instrumento de escolha. Crescendo em Lisboa, ela foi exposta a todos os tipos de música, desde o psytrance, que era imensamente popular em Portugal, até a música brasileira que tocava sem parar em casa.

Ela aponta para a cultura pop e o cenário midiático de sua infância. “Em Portugal, na época, assistíamos a todos os filmes americanos com a tradução em português do Brasil.”.

Because the films would arrive in Brazil first for them to translate, and they would just ship it to Portugal. Everything we watched on TV would be Portuguese from Brazil at that time.

I’ve been injected with their music, their soap operas, since I was really young. So naturally that has influenced me as an artist.”.

Foi preciso mudar para o exterior para que ØTTA reconhecesse o quanto essas experiências a moldaram. “Você é única,” explica. “O que te diferencia é ser quem você é, no sentido de que você é a única pessoa neste mundo que teve essa experiência.”.

She studied architecture before moving to London, where she attended Point Blank Music School and began finding her feet in electronic production. That experience has now cultivated in her most substantial body of work to date, ‘Pele De Mar’, which maps all those vibrant cultural influences across both geography and memory.

ØTTA spent four months in Rio de Janeiro creating the album, a period she happily describes as a “creative retreat”.

Você pode ouvir o amor dela pelo lugar e por seu povo direto em 'Pele De Mar', em seus ritmos vibrantes e energia exuberante. A faixa de abertura 'RIO' é uma carta de amor à cidade, com as palavras “Rio de Janeiro” ecoando euforicamente, seguida por uma bateria de percussão que explode em um hino rave de estilo carnaval, com rajadas de flautas e gritos vocais.

The eight-track LP features collaborators including Brazilian artist Bibi Babydoll (on the sexy banger ‘4X4’), Argentinian vocalist FIAH on the raptor house inspired ‘GATA FINA’, and Lua de Santana, whose background bridges Brazilian and Spanish culture, on the Latin rhythm heater ‘REBOLA DE SALTO’.

For ØTTA, their contributions were important for the diversity of sounds they brought into the studio. They embody the record's central idea: that music becomes more meaningful when it grows from lived experience.

Her HOTTIES label extends the same philosophy beyond the studio. Partly born from frustration at not fitting into an established genre or scene, the HOTTIES universe welcomes fellow misfits and sonic oddballs.

The visual aesthetic of HOTTIES is a hypercolour, unapologetically playful cosmos that bridges underground electronic music with high-energy pop culture. Think Y2K meets a self-described "serving spicy" attitude.

O seu mix Recognise, ela diz, também é um exercício de autoexpressão, com um conjunto punchy composto apenas por suas próprias produções. “Sinto-me confortável em minha identidade, na minha própria pele.”.

Our conversation is winding down, but ØTTA’s bubbly demeanor makes it difficult to say goodbye. She’s the sort of person who could happily keep talking for hours.

Want more? Recognise Paige Tomlinson, Shy One, Black Rave Culture, Moopie, Akua, Mira and Isaac Carter.

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