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Pitty faz discurso sobre importância do voto e do pensamento coletivo: “a conta vai chegar”

Cantora fez apelo para aqueles que não votaram no primeiro turno e refletiu sobre questões sociais

8 min de leitura
Pitty faz discurso sobre importância do voto e do pensamento coletivo: “a conta vai chegar”

Em meio à celebração do lançamento de seu novo disco, Pitty aproveitou o primeiro show da sua nova turnê para falar sobre o atual momento político do Brasil. A cerca de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, a cantora dedicou um momento do show realizado neste último sábado (17) no Espaço Unimed, em São Paulo, para conversar com o público sobre a importância do voto e de olhar para as necessidades coletivas.

Ela declarou inicialmente: Eu tô aqui festejando hoje com vocês, a gente tá aqui celebrando o nascimento desse novo trabalho. Mas isso não impede que a gente saiba o que está acontecendo também no nosso país nesse momento.

Vamos rir, vamos festejar, mas a gente sabe o que está acontecendo no nosso país nesse momento também." Pitty também direcionou parte de sua fala às pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno e defendeu que elas sejam chamadas para conversar sobre a importância de participar da decisão eleitoral: Eu penso que a gente pode e deve conversar com as pessoas que não foram votar.

O maior nível de abstenção em muito tempo. E agora não é se você gosta desse ou daquele candidato. Agora, algum deles vai ganhar e vai mandar na sua vida. Então se abster agora é dizer: 'não quero saber, não tô nem aí.

Só que a conta vai chegar. A conta vai chegar." A artista também reconheceu que seus próprios privilégios podem fazer com que as decisões políticas tenham um impacto diferente em sua vida.

Por isso, argumentou que o debate não deve se limitar às experiências individuais, mas considerar principalmente quem depende de políticas públicas para viver com dignidade: Eu tô falando do ponto de vista de uma mulher que tem consciência dos seus privilégios, certo.

Eu tenho consciência dos meus privilégios. A decisão da maioria nesse caso, provavelmente, vai impactar muito pouco na minha vida. Isso não é sobre mim. Isso não é sobre um indivíduo, isso é sobre o coletivo." Ao aprofundar seu argumento, Pitty citou o acesso à saúde pública, à educação e às creches, além das dificuldades enfrentadas por mães solo que precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos: Isso é sobre quem precisa de SUS.

Isso é sobre quem precisa de creche. Mãe solteira no Brasil, alimentando a casa sozinha, saindo pra trabalhar, tendo que deixar filho com quem? A maioria dos pais foram pra onde.

Cadê o pai dessa criança? É sobre essas mulheres que precisam de uma creche pra deixar seu filho, é sobre querer entrar numa universidade boa, pública. O que a gente tem direito - isso não é favor não, é direito." Pitty faz discurso sobre importância do voto e do pensamento coletivo A cantora ainda rebateu a ideia de que artistas se posicionam politicamente apenas para defender interesses próprios, como os relacionados à Lei Rouanet.

Em resposta a esse tipo de crítica, ela ressaltou a importância econômica da cultura e lembrou que o setor movimenta diferentes atividades profissionais: Toda vez que um artista fala sobre isso: ‘ah, é porque é lei Rouanet, é porque a lei Rouanet’.

Irmão... Olha o tanto que a cultura movimenta. Todo mundo que tá ali fora trabalhando, cada carrinho daquele que tá ali fora vendendo é a família de um trabalhador.” Em seu discurso, a artista baiana ainda mencionou sua preocupação com o futuro da filha e das colegas dela, ressaltando que, apesar dos avanços conquistados, ainda há muito a ser feito: Eu penso nas mães solo, eu penso nas pessoas que vão precisar do SUS, que vão precisar das universidades.

Eu penso nas mulheres, todas, de todo e qualquer recorte. Eu penso na minha filha, nas colegas da minha filha que vão querer andar por aí. Já avançamos, mas ainda tem muita coisa pra gente fazer.

E tão querendo o quê? Cortar nossos direitos? Ah, não. Não, obrigada." Ao final, Pitty pediu respeito mesmo diante de divergências políticas e reforçou o apelo para que o público converse com pessoas próximas que pretendem se abster no segundo turno: Você pode até não concordar comigo, tá tudo bem, mas precisa respeitar o que eu tô falando aqui agora.

Eu peço... peço com humildade, peço com carinho, e peço também com garra no coração. Conversem com as pessoas ao seu redor, as pessoas que: 'ah, não quero nem um nem outro, não vou.

A conta vai chegar. A conta vai chegar, e vai chegar pra quem mais precisa. É sobre isso." O show de Pitty em São Paulo marcou a estreia da turnê de divulgação do seu disco homônimo recém-lançado, que reafirma sua ligação com o rock mas também abre espaço para novas experimentações sonoras.

Você pode ouvi-lo clicando aqui. O segundo turno das eleições acontece neste domingo, 25 de outubro. Vote! https://twitter.com/cesarcastilho1/status/2111656412581396659?s=20.

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Vamos rir, vamos festejar, mas a gente sabe o que está acontecendo no nosso país nesse momento também.”.

Pitty também direcionou parte de sua fala às pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno e defendeu que elas sejam chamadas para conversar sobre a importância de participar da decisão eleitoral.

Eu penso que a gente pode e deve conversar com as pessoas que não foram votar. O maior nível de abstenção em muito tempo. E agora não é se você gosta desse ou daquele candidato.

Agora, algum deles vai ganhar e vai mandar na sua vida. Então se abster agora é dizer: ‘não quero saber, não tô nem aí’. Só que a conta vai chegar. A conta vai chegar.”.

A artista também reconheceu que seus próprios privilégios podem fazer com que as decisões políticas tenham um impacto diferente em sua vida. Por isso, argumentou que o debate não deve se limitar às experiências individuais, mas considerar principalmente quem depende de políticas públicas para viver com dignidade.

Eu tô falando do ponto de vista de uma mulher que tem consciência dos seus privilégios, certo? Eu tenho consciência dos meus privilégios. A decisão da maioria nesse caso, provavelmente, vai impactar muito pouco na minha vida.

Isso não é sobre mim. Isso não é sobre um indivíduo, isso é sobre o coletivo.”.

Ao aprofundar seu argumento, Pitty citou o acesso à saúde pública, à educação e às creches, além das dificuldades enfrentadas por mães solo que precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos.

A maioria dos pais foram pra onde? Cadê o pai dessa criança.

É sobre essas mulheres que precisam de uma creche pra deixar seu filho, é sobre querer entrar numa universidade boa, pública. O que a gente tem direito – isso não é favor não, é direito.”.

Pitty faz discurso sobre importância do voto e do pensamento coletivo.

A cantora ainda rebateu a ideia de que artistas se posicionam politicamente apenas para defender interesses próprios, como os relacionados à Lei Rouanet. Em resposta a esse tipo de crítica, ela ressaltou a importância econômica da cultura e lembrou que o setor movimenta diferentes atividades profissionais.

Toda vez que um artista fala sobre isso: ‘ah, é porque é lei Rouanet, é porque a lei Rouanet’. Irmão… Olha o tanto que a cultura movimenta. Todo mundo que tá ali fora trabalhando, cada carrinho daquele que tá ali fora vendendo é a família de um trabalhador.”.

Em seu discurso, a artista baiana ainda mencionou sua preocupação com o futuro da filha e das colegas dela, ressaltando que, apesar dos avanços conquistados, ainda há muito a ser feito.

Eu penso nas mães solo, eu penso nas pessoas que vão precisar do SUS, que vão precisar das universidades. Eu penso nas mulheres, todas, de todo e qualquer recorte.

Ao final, Pitty pediu respeito mesmo diante de divergências políticas e reforçou o apelo para que o público converse com pessoas próximas que pretendem se abster no segundo turno.

Você pode até não concordar comigo, tá tudo bem, mas precisa respeitar o que eu tô falando aqui agora. Eu peço… peço com humildade, peço com carinho, e peço também com garra no coração.

Conversem com as pessoas ao seu redor, as pessoas que: ‘ah, não quero nem um nem outro, não vou’. A conta vai chegar. A conta vai chegar, e vai chegar pra quem mais precisa.

O segundo turno das eleições acontece neste domingo, 25 de outubro. Vote.

#PITTY, o recado da Pitty! Simples assim! pic.twitter.com/Ni2Oma8PT6.

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