O Maglore, quarteto de Salvador que a essa altura do campeonato já admite que pode ser chamado de “sotero-paulistano”, debutou pra valer o seu disco mais recente, Fluxo Natural, na noite de sexta (25 de setembro) para um público devoto no Cine Joia, em São Paulo.
- Maglore estreou seu disco "Fluxo Natural" no Cine Joia, em São Paulo, com um show de 38 músicas.
- A banda, com 18 anos de estrada, apresentou hits e novas faixas, misturando guitarra baiana, Beatles e pop oitentista.
- O vocalista Teago Oliveira refletiu sobre a trajetória do grupo e a realização de sonhos mais possíveis.
- A turnê de "Fluxo Natural" segue por Sorocaba, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Campinas e Belo Horizonte.
Como os fãs da banda bem sabem, a casa abriga shows constantes e marcantes em sua história, entre eles o disco/audiovisual ao vivo de 2019. Para encarar a maratona e atingir a marca do repertório mais extenso já executado em um show, com 37 músicas engatilhadas na sequência, Maglore convocou dois músicos adicionais: o percussionista Filipe e Cuca Ferreira envelopando o som da banda em deliciosas melodias no saxofone.
A noite começou às 21h30 com a banda subindo no palco ao som de “Live to Tell” da Madonna e por 2 horas vimos um grupo muito entrosado, no auge dos seus 18 anos de estrada, tocando com naturalidade e proficiência uma sequência de hits em potencial com a irresistível sonoridade de quem mistura guitarra baiana, Beatles, pop oitentista e um pouco do rock que só a mais brasileira das bandas poderia reproduzir.
O repertório começou com faixas do trabalho mais recente, como “Sul-Americano”, o emocionante single “Farol”, “Palestina nos Seus Olhos” e “Para Lô”, antes de começarem a intercalar canções favoritas do público como “Café com Pão”, “Se Você Fosse Minha” e “Invejosa” sem pausas, mostrando que a noite prometia muita cantoria e pouco tempo para respirar.
Em época de eleição, uma banda que não se priva de falar sobre as suas posições políticas gerou forte comoção da plateia ao tocar “Eles”, single do disco V (2022), que expõe a confusão e hipocrisia de figuras humanas poderosas e com tendências violentas extremistas, pra dizer o mínimo.
Na parte final do longuíssimo setlist, Maglore provou que suas novas faixas já empolgam ao vivo, com destaques para as performances de “Sonho Real”, “Curva de Trivela” e do novo single “Tudo Bem”.
A banda encerrou sua maratona de músicas com uma dedicatória ao amigo Ricardo Spencer, falecido em 2026 e figura que inspirou a canção “Espírito Selvagem”, a nota final da noite no palco.
Sempre com o coração aberto, otimismo, emoção, embalando as risadas de amigos, beijos e promessas de casais apaixonados, os shows da Maglore entregam sem cansar uma linda experiência de música ao vivo digna apenas daqueles artistas que não sabem fazer as coisas pela metade, só sabem ser inteiros.
A turnê de Fluxo Natural passa ainda esse ano por Sorocaba (26/09), Porto Alegre (15/10), Florianópolis (16/10), Curitiba (17/10), Campinas (18/10) e Belo Horizonte (13/11).
O vocalista Teago ainda revelou que a banda pretende diminuir o volume de shows em 2027, fazendo apresentações “mais extensas, com menos frequência”, então, se tiver a oportunidade, não deixe de testemunhar o bom momento de Maglore.
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