Tinha um casamento marcado desde o ano passado para a mesma data. Mesmo assim, passou pelo Parque de Exposições Laucídio Coelho neste domingo (27) para ver os colegas e testemunhou o tamanho do público: no meio da tarde, os assadores já tinham vendido tudo o que prepararam.
- O churrasqueiro Alan Correa, mesmo ausente do Festival Internacional da Carne, celebrou o sucesso de vendas dos colegas.
- Dono da marca Alan's Gourmet, ele participou das três edições anteriores e considera a última a mais forte.
- Alan destaca a qualidade da carne de Mato Grosso do Sul e prefere a culinária regional à americana.
- Com nove anos de experiência, Alan oferece eventos completos e tem agenda cheia, incluindo ações beneficentes.
- Ele mantém uma loja de churrasco em Campo Grande e aconselha novos empreendedores a focar no amor pelo trabalho.
Dono da marca Alan’s Gourmet, especializada em churrasco e linguiça artesanal, ele participou das três edições anteriores do festival, que encerrou neste domingo (27) com mais de 30 estações de assadores e entrada gratuita.
Alan já levou a comida de Mato Grosso do Sul para fora do estado. Em abril, atendeu um evento no Jockey Club de Sorocaba (SP) com produtos daqui. “Todos os produtos que nós servimos lá, eu levei daqui.
Costela, picanha, maminha, fraldinha. Eu faço uma linguiça artesanal.” Para ele, essa é a vantagem do festival de Campo Grande sobre eventos maiores, como o Churrascada, em São Paulo, para 8 mil pessoas.
Questionado sobre a tendência do churrasco americano e dos defumados, Alan disse preferir a comida regional. “Vem muito forte essa parte americana, de defumado.
Cara, mas eu gosto tanto dessa comida nossa, que é uma comida pantaneira, um carreteiro, macarrão de comitiva, churrasco feito no chão.” A síntese: “O simples, bem feito, é tão bem colocado em qualquer tipo de evento.”.
Ele citou a comida de comitiva vendida no festival, que segundo ele foi um dos sucessos de venda nos três dias, e ligou o prato à história do estado. “Essa comida aqui vem de lá, de quantos anos, quando eles atravessavam esse Pantanal a cavalo, com duas, três mil cabeças de gado.
Tem que respeitar essa turma.” Entre os colegas, elogiou o cupim de colher do Medina e o Jamil, “uma referência para mim de churrasco”, com quem hoje divide estações.
Nove anos de churrasco, seis de eventos.
Alan disse estar há nove anos no churrasco e há seis profissionalmente, com eventos completos: entrada, prato principal, sobremesa, carreteiro, macarrão de comitiva, mesa, cadeira, talher, garçom e bebida.
A agenda inclui um leilão beneficente para o Hospital de Amor, em 31 de outubro, para 500 pessoas, segundo ele. Na sexta-feira (25), disse ter participado do lançamento de um evento que leva o público de Coxim a 70 quilômetros para dentro do Pantanal, com refeição na chegada.
Ele também contou que negocia com patrocinadores um evento de comida pantaneira ligado a um programa de TV dominical, ainda sem data.
Alan mantém uma loja de churrasco aos domingos, a Alan’s em Casa, na Rua Vitor Meireles, 596, bairro Universitário, em Campo Grande, tocada por uma equipe quando ele está em evento.
A casa, disse, vai passar a atender presencialmente com espeto para duas pessoas, cupim casqueirado, picanha e hambúrguer. “Com aquele toquezinho nosso de simplicidade, mas com muito carinho.”.
O conselho para quem começa é tirar o dinheiro do centro da decisão. “Quando a gente faz com amor, a gente tira o dinheiro da frente do nosso negócio e o dinheiro vira referência do nosso serviço.
Vocês que estão começando, que não é fácil, não desistam.”.
A entrevista completa está no vídeo acima. As demais conversas da cobertura do Jornal A Crítica no Festival Internacional da Carne, com os assadores, produtores e organizadores do evento, estão reunidas na playlist do jornal no YouTube.
Pratos feitos pelos cozinheiros das comitivas que tocavam boiadas pelo Pantanal: arroz carreteiro, macarrão de comitiva, feijão gordo, carne serenada (curada ao relento) e carne de sol.
Leia a matéria sobre a Comitiva Silvio Barboza, que esgotou o feijão gordo no festival.
Danilo Loubet e Jamil Siqueira: os segredos do fogo de chão.
Informações do entrevistado ao Jornal A Crítica. Horários e endereço sujeitos a confirmação.
Em números
- Do festival de Campo Grande sobre eventos maiores, como o Churrascada, em São Paulo, para 8 mil pessoas
- A agenda inclui um leilão beneficente para o Hospital de Amor, em 31 de outubro, para 500 pessoas, segundo ele
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