O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta terça-feira (27), sem apresentar provas ou indícios, que as eleições brasileiras, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL), foram fraudadas.
Em comício no Texas a uma semana das eleições legislativas nos EUA, Trump disse que o Partido Democrata se opõe ao seu pacote legislativo que pretendia criar novas exigências para o voto.
Eles trapaceiam tão bem que eu não achei que teriam que fazer isso", disse o presidente sobre a sigla de oposição.
Eles são os maiores fraudadores de eleições na história, acho. Se bem que o Brasil também fez um ótimo trabalho, não é? Vocês viram isso? Não foi legal. Eu não apoiei ninguém, mas não gostei daquilo, não pareceu nada bom", afirmou Trump.
O presidente americano não chegou a apoiar Flávio explicitamente, como fez com outros candidatos de direita na América Latina. Entretanto, seu governo buscou favorecer a candidatura ao classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas, como propunha o senador, e ao impor novas tarifas contra o Brasil pelo que chamou de má-fé de Lula nas negociações.
Na segunda (26), Trump já havia dito que a eleição brasileira foi alvo de fraude. "Passou uma impressão muito ruim. A eleição, a maneira como os votos foram contabilizados, sabe.
Com a prorrogação do horário de votação, foi muito estranho", disse.
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