Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), em virada histórica no segundo turno. Com 99,81% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista somava 64.108.864 votos (51,76%) contra 59.745.429 (48,24%) de Flávio Bolsonaro (PL) — diferença de 4.363.435 votos (cerca de 3,5 pontos percentuais). A Agência Brasil confirmou a reeleição ainda na noite deste domingo. Será o quarto mandato de Lula (2003–2010, 2023–2026 e 2027–2031).

Placar nacional (TSE)
- Lula: 64.108.864 votos · 51,76% dos válidos
- Flávio Bolsonaro: 59.745.429 votos · 48,24%
- Diferença: 4.363.435 votos
- Seções: 99,81% (498.314 de 499.248)
- Válidos: 123.854.293 · Brancos 1.428.156 (1,12%) · Nulos 2.717.981 (2,12%)
- Atualização: 25/10/2026 21:19:10
O papel de Minas Gerais: do déficit de 588 mil à virada
No primeiro turno (4/10), Flávio venceu em Minas por 588.612 votos — 5.777.548 (48,24%) a 5.188.936 (43,33%). Era o maior colégio eleitoral “pêndulo” do país: desde a redemocratização, MG votou no eleito em todas as presidenciais. No segundo turno, o estado virou.
Com 99,67% das seções mineiras apuradas, Lula tinha 6.328.124 votos (50,39%) e Flávio 6.229.620 (49,61%) — vantagem petista de 98.504 votos.
A conta da virada mineira
Somando a perda do 1º turno com o ganho do 2º, a virada relativa a favor de Lula em MG chega a cerca de 687.116 votos (588.612 que deixaram de favorecer Flávio + 98.504 a favor de Lula).
Isso representa cerca de 15,7% da diferença nacional atual (4.363.435 votos). Sem a virada mineira, a margem de Lula seria sensivelmente mais estreita — ainda vitoriosa nas projeções desta noite, mas com bem menos folga política.

Abstenções: quem voltou às urnas mudou o tamanho do jogo
No primeiro turno, 33.469.244 eleitores não compareceram (abstenção de 21,08%). No segundo, a abstenção caiu para 19,21% — 30.430.899 ausentes. O comparecimento nacional subiu de 78,92% para 80,79% (128.000.430 votantes).
Em números redondos, cerca de 3.038.345 pessoas a mais foram às urnas no 2º turno em relação ao 1º. Não é possível saber, só com o boletim, em quem cada um votou — mas o aumento do comparecimento amplia o eleitorado efetivo e reduz o peso relativo de quem “ficou em casa” no dia 4.
Minas e a abstenção
- 1º turno em MG: abstenção de 22,81% — 3.735.098 eleitores (3ª maior do país, atrás de MS e RJ).
- 2º turno em MG: abstenção estimada em torno de 20,32% com comparecimento próximo de 13.045.324 (eleitorado apto: 16.372.144).
- Efeito: cerca de 408.278 mineiros a mais votaram no segundo turno. Foi exatamente sobre esse público — e sobre quem votou em Cury, Renan e Caiado no 1º — que as campanhas concentraram a reta final em BH, Juiz de Fora e Ipatinga.
Do 1º ao 2º: a reversão nacional
No primeiro turno, Flávio terminou à frente com 47,03% a 45,16% — vantagem de cerca de 2.224.965 votos. No segundo, Lula inverteu o placar e abriu mais de 4.363.435 votos. A Agência Brasil descreveu a reeleição como “virada histórica”, com mobilização nas redes (incluindo o “Exército de Lula” de André Janones) e atos de rua.
O mapa desta noite mantém o Nordeste petista e o Sul/Centro-Oeste bolsonarista, com Minas e parte do Sudeste como termômetro. No exterior (ZZ), com 95,11% das seções, Lula também liderava (53,42% a 46,58%).
Leitura objetiva
- MG não “elegeu sozinho” — a margem nacional é maior que a virada mineira —, mas sem a virada de MG a reeleição seria bem mais apertada.
- A queda da abstenção trouxe milhões de votos a mais ao jogo; o 2º turno foi, também, uma disputa por quem volta à urna.
- Acompanhe a totalização final em ultranoticias.com.br/eleicoes-2026/apuracao.
Por Amin Feres, ULTRA NOTÍCIAS. Números do TSE via totalização em tempo real (atualização 25/10/2026 21:19:10); 1º turno e eleitorado conforme divulgação oficial; confirmação de reeleição pela Agência Brasil. Percentuais de abstenção em MG no 2º turno estimados a partir do eleitorado apto e do comparecimento reportado nas leituras do TSE.
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