Ir para o conteúdo
Mundo

Trump diz que EUA e Cuba vão chegar a um acordo e descarta ação militar na ilha

Presidente afirmou que Washington quer ajudar e abrir Cuba para os americanos; chanceler cubano diz que país está aberto ao diálogo, e chanceler russo pede fim

2 min de leitura
Trump diz que EUA e Cuba vão chegar a um acordo e descarta ação militar na ilha

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que Washington e Havana devem chegar a um acordo e que não vê necessidade de uma intervenção militar no país caribenho.

As declarações foram dadas a jornalistas na Casa Branca, antes de uma viagem ao Tennessee.

Eu diria que Cuba e nós chegaremos a um acordo. Não acho que precisaremos das forças armadas", disse.

Queremos ajudar Cuba ", acrescentou Trump antes de partir para o Tennessee. "Queremos abrir Cuba para o nosso povo.

A fala ocorre em meio a uma escalada de pressão do governo americano sobre a ilha. Desde o início do ano, os EUA mantêm um bloqueio de petróleo contra Cuba, agravando a escassez de combustível e os apagões que já afetam o país por causa da infraestrutura precária.

Comitiva de Cuba se retira da Assembleia Geral da ONU durante discurso de Trump.

O governo Trump tem sido explícito sobre seu objetivo de provocar uma mudança de regime em Havana, pressão que se intensificou após a operação militar americana que depôs o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.

Na terça-feira (22), em discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump chamou Cuba de "Estado falido" e disse que "a liberdade chegará" à ilha, comentário que levou a delegação cubana a deixar o plenário.

Já neste sábado (26), o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, respondeu na própria ONU, sem citar Trump diretamente, dizendo que Cuba "estará sempre aberta ao diálogo" com os Estados Unidos.

Estamos abertos a relações comerciais e empresariais com empresas americanas, assim como com qualquer outro país", declarou, ao mesmo tempo em que condenou o embargo comercial imposto por Washington há mais de 60 anos.

O tema também entrou no discurso do chanceler russo, Sergey Lavrov, que pediu aos Estados Unidos o fim do "cerco" a Cuba e das restrições comerciais contra a ilha.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo