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Semana decisiva da campanha no Brasil tem guerra santa, debate sobre bets e apelo da direita por voto útil

O Brasil vai às urnas no próximo domingo (4) numa eleição em que é difícil prever o resultado final da disputa à presidência da República. Pesquisas apontam que

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Semana decisiva da campanha no Brasil tem guerra santa, debate sobre bets e apelo da direita por voto útil

O Brasil vai às urnas no próximo domingo (4) numa eleição em que é difícil prever o resultado final da disputa à presidência da República. Pesquisas apontam que deve haver segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolonaro (PL), mas, em tese, os dois principais adversários, que aparecem tecnicamente empatados, ainda têm condições de vencer no primeiro turno.

Os próximos dias são cruciais porque em geral é quando indecisos sedimentam a escolha e quando eleitores avaliam se migram para nomes com mais chance na disputa.

O candidato do PT tem entre seus desafios convencer o maior número de apoiadores a comparecer às urnas, já que o índice de abstenção costuma ser maior entre os eleitores de baixa renda, nicho em que Lula é mais forte.

O analista também frisou que hoje o maior adversário de Lula não é exatamente a figura de Flávio, mas a ideia de mudança buscada por muitos eleitores que compraram a narrativa do candidato do PL, ainda que ele seja um nome construído no sistema.

A campanha de Lula, que teve dificuldade em defender o legado das gestões petistas e de apresentar bandeiras novas consolidadas, inclusive em meio à crise envolvendo Supremo Tribunal Federal, lançou mão de medidas como o reajuste do Bolsa Família e o fim das apostas online, na tentativa de gerar um debate programático nesta reta final.

Os últimos dias foram marcados por novas revelações que reforçam a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, como viagens no avião do ex-dono do banco Master, em apuração no Supremo Tribunal Federal.

Uma delas foi o embate eleitoral nos púlpitos religiosos, impulsionado pela preocupação de setores da Igreja Católica com o protagonismo do segmento evangélico na campanha de Flávio, assunto que ganhou força nas redes sociais diante da repulsa demonstrada por parte desse grupo à figura de Maria.

Além de correr para conter estragos entre os eleitores católicos, Flávio tenta equilibrar o discurso para manter os eleitores de direita que já aderiram a seu nome e avançar sobre aqueles que ainda o veem como um expoente de ideias conservadoras mais radicais.

A relação com Donald Trump é outro exemplo. Os apoiadores de Lula são contrários à interferência dos Estados Unidos na eleição brasileira. Já os eleitores de Flávio tedem a vê-la de forma mais favorável.

E uma pequena parcela ainda pesa se isso representa um risco importante a ser considerado nas urnas.

Outro tema que virou embate entre os dois principais nomes foi a medida provisória (MP) assinada pelo presidente Lula que acabou com as apostas online.

O candidato do PL diz que foi o governo petista que regulamentou as apostas online, inclusive cobrando impostos desse segmento. Sustenta que não há, portanto, motivo para uma proibição às vésperas do pleito, o que classifica como medida eleitoreira.

A campanha de Lula rebate afirmando que o governo regulamentou e criou regras sobre algo aprovado pelo Congresso em 2018, durante o governo de Michel Temer. E que decidiu proibir agora porque verificou que a regulamentação, feita em 2023, não surtiu efeito.

Frisa também que durante o governo Bolsonaro, as bets já estavam autorizadas a funcionar, mas sem nenhuma regra, porque o ex-presidente não editou normas para regulamentá-las.

Embora a MP tem força de lei imediata, o Congresso terá de pronunciar sobre o tema, o que deve ser feito após as eleições. E o assunto, que envolve de clubes de futebol a influenciadores digitais, deve render também ações na justiça.

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