Ir para o conteúdo

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 36°C Céu limpo

Economia

Medida provisória do fim das bets dispensa governo de indenizar empresas

Medida prevê extinção das autorizações sem devolução dos valores pagos pelas licenças; regra poderá ser questionada na Justiça

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

A medida provisória (MP) que proíbe as bets no Brasil estabelece que o governo não terá de indenizar as empresas pelo encerramento antecipado das operações nem devolver o valor pago pelas autorizações.

A outorga é a autorização para explorar a atividade. Pelas regras anteriores, ela tinha validade de cinco anos e permitia à empresa operar até três marcas. A MP determina que essas autorizações sejam extintas em 30 dias após sua publicação, ocorrida na última sexta-feira.

Antes disso, a partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos deverão ficar indisponíveis.

Lula diz que regulamentação das bets ‘não deu certo’ e que, por isso, houve proibição.

As bets foram legalizadas em 2018 durante o governo de Michel Temer.

O texto afirma que a extinção das autorizações ocorre por motivo de interesse público. Com esse fundamento, estabelece que as empresas não têm direito à devolução, integral ou parcial, do valor pago pela outorga nem à indenização pelo poder público.

Segundo a apresentação feita pelo governo, a regra também afasta compensações por investimentos realizados, lucros que as empresas esperavam obter e expectativa de continuar em atividade.

Isso não significa que o tema esteja encerrado. As empresas podem contestar a medida e pedir à Justiça que examine seus efeitos sobre as autorizações e os investimentos feitos enquanto a atividade era permitida.

A existência da cláusula na MP, por si só, não impede a apresentação dessas ações nem antecipa o resultado de eventuais processos.

A questão da indenização às empresas é diferente da devolução dos valores aos apostadores. As operadoras continuam responsáveis pelos saldos mantidos nas contas dos clientes, pelos prêmios de apostas com resultado apurado dentro do prazo previsto e pela restituição integral do valor de apostas que ficarem sem efeito quando as plataformas saírem do ar.

A MP já está em vigor, mas ainda será analisada pelo Congresso, que poderá aprovar, modificar ou rejeitar o texto.

Bets: governo se reúne com clubes nesta semana para discutir impacto da proibição.

Empresas de apostas on-line já notificaram equipes sobre a possibilidade de rompimento de contratos de patrocínio, o que levou dirigentes a alertar para dificuldades em honrar compromissos.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Economia
Mundo — imagem padrão
Mundo

Itália impõe teto aos preços da gasolina e do gasóleo

Prossegue nestas horas a colaboração do governo com as companhias petrolíferas, negociando também com a marca Q8, uma linha que, no entanto, não parece satisfazer algumas das categorias mais afetadas pela emergência, com

Em Mundo
Brasil — imagem padrão
Brasil

Conheça os candidatos aos governos do Amapá, Pará e Tocantins

Furlan do Cidadania (no áudio citado equivocadamente como PSD) e Jairo Palheta do PCO. No Pará, Helder Barbalho (no áudio pronunciado erroneamente como "Ana Garssando") do MDB vai tentar a reeleição na disputa contra out

Em Brasil