Na véspera das decisivas eleições de meio de mandato que levaram Donald Trump a perder o controle do Congresso e ver diminuído seu poder pelos próximos dois anos, seus últimos na Casa Branca, o New York Times publicou importante informação exclusiva sobre a corrida senatorial no Alasca.
O jornal revelou que assessores da candidata democrata Mary Peltola recrutaram e fizeram campanha para um homônimo de seu rival republicano, Dan Sullivan, como maneira de dividir os votos no oponente, numa corrida que será decidida por uma margem ínfima.
Até a última atualização deste texto, a estratégia vinha dando certo. Na apuração parcial desta quarta-feira (4), o Sullivan verdadeiro estava 626 votos atrás de Peltola, enquanto o homônimo somava 3.
583 votos. Se nenhum candidato superar 50% dos votos de primeira preferência, os votos da segunda preferência serão redistribuídos em 18 de novembro. A Justiça pode entrar no caso.
Kellen Browning, repórter do "Times", ouviu 12 pessoas ao longo de dois meses e reuniu documentos e dezenas de mensagens. Uma das fontes era Elisa Rios, ex-chefe da campanha de Peltola, demitida em agosto.
Ela dera entrevistas que podiam ser publicadas. Quando o jornal se preparava para soltar a reportagem, pediu por escrito para retirar tudo o que dissera.
Em números
- Kellen Browning, repórter do "Times", ouviu 12 pessoas ao longo de dois meses e reuniu documentos e deze
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