Ir para o conteúdo
Mundo Revisado por ULTRA AI

Impasse em Hormuz eleva petróleo e espalha risco inflacionário

Com o estreito fechado, o hemisfério norte vive a expectativa da estação fria sem saber quanto petróleo tem

2 min de leitura
Mundo — imagem padrão

O acordo desmoronou em semanas, depois que o Irã voltou a atacar navios e Washington restabeleceu o bloqueio aos portos iranianos, e o prazo de 60 dias para negociar um substituto venceu na segunda-feira (17) sem nada no lugar.

Na terça, Donald Trump publicou em sua rede social a imagem de um mapa com o estreito circulado e a legenda "novo território dos Estados Unidos", e horas depois negou que houvesse conversas em curso com Teerã, afirmando que a passagem está aberta e as minas, removidas.

O Irã chamou o mapa de delírio, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, listou o preço da reabertura: fim do bloqueio naval, liberação de ativos congelados, suspensão das sanções ao petróleo e fim das operações militares em todas as frentes.

Omã tenta mediar sob ameaça de bombardeio do próprio Trump, caso atrapalhe.

Na Europa, o problema aparece com mais nitidez no gás do que no petróleo. Os carregamentos do Qatar estão retidos, os estoques do continente são repostos abaixo do ritmo necessário e cada carga disponível é disputada com compradores asiáticos, com o preço de referência perto do dobro do de um ano atrás.

A geografia da escalada também muda diariamente. O Financial Times informou nesta quarta-feira que comandantes iranianos avaliaram atacar instalações americanas no sudeste europeu, entre elas a Bulgária, que autorizou no mês passado o uso de uma base aérea por aviões de reabastecimento dos Estados Unidos.

Aniseh Bassiri Tabrizi, pesquisadora do Chatham House, argumenta em artigo recente que a guerra falhou nas apostas que a justificaram: o regime não caiu, a capacidade militar iraniana não foi destruída e Teerã não capitulou.

O que o Irã faz desde então não é buscar vitória militar, e sim impor desgaste. Atacar os petroleiros que cruzam o estreito, os terminais e portos dos vizinhos do Golfo e as bases americanas na região custa pouco em armamento e cobra caro do adversário em economia e política.

Foi por essa lógica que o controle de Hormuz entrou na lista de interesses que o regime considera inegociáveis. Se Washington seguir partindo de premissas já desmentidas, adverte ela, corre o risco de combater "um regime iraniano que existe mais em suas expectativas do que na realidade.

Gosto da ideia de declarar o estreito um território.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

Leia também

Mais em Mundo