O governo interino do desembargador Ricardo Couto, no Rio de Janeiro, é avaliado positivamente por 28% dos eleitores, de acordo com pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21) pelo Datafolha.
Este é o percentual dos entrevistados que avaliaram a gestão como boa ou ótima. Outros 38% a consideraram regular e 16%, ruim ou péssima. Segundo o Datafolha, 18% não souberam avaliar o governo interino.
Quando questionados se aprovam ou desaprovam a administração do presidente do Tribunal de Justiça, 47% declararam que aprovam, 31% desaprovam e 22% não opinaram.
Contratada pela Folha e pela TV Globo, a pesquisa do Datafolha, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número RJ-02945/2026, ouviu 1. 204 eleitores de terça-feira (18) a esta sexta.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.
Presidente do Tribunal de Justiça, Couto está no cargo desde 24 de março, um dia após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL). Desde então, vem promovendo auditorias em contratos e exonerações em massa de supostos funcionários fantasmas.
Ele assumiu o Palácio Guanabara porque a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) estava sem presidente desde dezembro, quando Rodrigo Bacellar (União) foi preso e afastado do cargo por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Como o ex-deputado não renunciou ao posto, o Legislativo fluminense ficou com comando interino.
Bacellar só deixou o cargo de fato em março, quando o TSE determinou a cassação de seu mandato. O deputado Douglas Ruas (PL) só foi eleito presidente da Alerj em 17 de abril, quando Couto já estava na chefia interina do Executivo.
Couto se mantém no cargo graças a uma liminar do ministro Cristiano Zanin, do STF, referendada pelo plenário da Corte. Ruas chegou a pedir para assumir o governo, apontando que a manutenção do desembargador subverte a linha sucessória prevista na Constituição do Rio de Janeiro.
O STF julgaria o tema nesta quart-feira (19), mas retirou o processo da pauta. Não foi marcada uma nova data para a análise do caso.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.