Ir para o conteúdo

Corumbá - MS | Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 | 09:02

ULTRA CONECT
Mundo

Derrota dá 2 meses para Trump decidir futuro de suas guerras

Fator eleitoral, Irã pode ter escalada antes de paz; Putin manterá acirramento como carta na Ucrânia

2 min de leitura
Mundo — imagem padrão

A derrota por grande margem do Partido Republicano na eleição legislativa de meio de mandato nos Estados Unidos coloca em xeque o futuro das guerras de Donald Trump.

Os conflitos no Irã e na Ucrânia, além do desabrido uso de força na América Latina, passarão por dois meses cruciais.

Em 3 de janeiro, um novo Congresso hostil à Casa Branca assumirá sob controle democrata, o que vai dificultar, mas não impedir o militarismo instável adotado pelo presidente que se vendia como um opositor da guerra.

A nova legislatura pode tornar-se uma fonte permanente de supervisão do até aqui desenvolto presidente, levando suas decisões a julgamentos mais rápidos —elevando até o risco de impeachment eventual; no seu primeiro mandato, ele só não foi impedido porque ainda tinha maioria republicana no Senado.

Acordos como o firmado com Vladimir Putin para a compra do diesel, que ao fim não serviu para baixar os preços de combustíveis e ajudar os republicanos, serão objeto de escrutínio mais imediato.

Os cortes no serviço de satélite à Ucrânia, também.

Mas decisões sobre ações militares diretas seguem sendo largamente privativas do Executivo, que encontra formas de driblar as exigências legais de autorização congressual.

Mas isso pode mudar, caso seja ressuscitada a proposta de limitar os poderes de guerra de Trump, que quase passou no meio do ano.

Como o próprio Trump já disse, contudo, ele pode se tornar o "Senhor Veto". Quaisquer decisões contrárias a seu interesse no Congresso podem ser vetadas, e aí caberá às Casas reunirem 2/3 de maioria para derrubar o não presidencial.

Com a expectativa desses embates paralisantes, a noção de que a janela de dois meses será vital ganha força. Mas seu modelo negocial consagrado é o de alternar pressão extrema e concessões a fim de chegar a acordos que possa vender como vitórias, e isso demanda controle de tempo que ele já não terá.

O Irã é a questão mais premente, dado o papel que o próprio Trump admitiu que o conflito no Oriente Médio teve no fracasso republicano.

A expectativa mais aceita entre observadores era a do recomeço da guerra em termos mais amplos, e houve movimentações militares expressivas iranianas nas últimas semanas, como o posicionamento de aeronaves de reabastecimento no sul de Israel e um aparente recuo de forças mais expostas a retaliação em bases americanas no Golfo Pérsico.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo